Goiânia, 07 de novembro de 2005.

PROJETO CIPESC: ADEQUANDO INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS À REALIDADE

Marcia Regina Cubas

Emiko Yoshikawa Egry

Denise Meira Altino

Franciele Oliveira Duarte

Maira Rosa Apóstolo

O projeto CIPESC- ABEn criou instrumentos de coleta de dados que foram aplicados nos 16 cenários do País. Dez instrumentos permitiram visualizar a situacionalidade dos municípios, cujo foco de estudo eram práticas de enfermagem. Por decorrência da inauguração do sistema CIPESC em Curitiba - Pr, em junho/2004, e com a finalidade de reinterpretar a realidade objetiva de sua implantação, desenvolve-se a pesquisa denominada “As Transformações dos Processos de Trabalho da Enfermagem em Saúde Coletiva: instrumentalizando para uma prática inovadora". Na primeira fase desta investigação re-visitamos os instrumentos, atualizando-os e adequando-os. Este relato trata deste processo e seus resultados. O “Formulário de caracterização do cenário” mereceu uma pequena revisão, foram agregadas fontes de dados: os bancos de dados informatizado da SMS, Instituto de Administração Pública e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, além dos disponíveis no site: www. curitiba. pr. gov. br. Em decorrência da mudança dos modelos assistenciais, o instrumento “Atividades de enfermagem no nível local de atenção à saúde” demandou maior revisão: 1) verificação da correspondência entre as atividades listadas e preconizadas: 106 atividades propostas no check-list foram analisadas à luz do relatório de atividades de enfermagem do município e a experiência de enfermeiros assistenciais, coordenadores da implantação da CIPESC - Curitiba. Agregaram-se e retiraram-se atividades, reformando-se o check list. 2) Teste piloto do check list reformado: foi realizado junto a 3 enfermeiras e 2 auxiliares de enfermagem de 1 dos 9 distritos sanitários do município. O teste mostrou que o instrumento é aplicável; o tempo gasto foi em média de 25 minutos, menos para as enfermeiras e mais para auxiliares de enfermagem; a listagem de atividades não realizadas pelos auxiliares, por não serem do rol de suas ações dificultou seu entendimento. 4) Validação e análise do instrumento por 3 enfermeiros expertos. Resultados: para facilitar a aplicação, os instrumentos devem ser específicos ao enfermeiro e a auxiliar de enfermagem; redução do check-list para 119 atividades relativas à enfermeira e 79 ao auxiliar de enfermagem; modificação da descrição de periodicidade; entrevista é a melhor maneira de coletar dados dos auxiliares. O instrumento modificado permite maior segurança para captar a situacionalidade de desenvolvimento das ações de enfermagem na rede de atenção básica de Curitiba.

Correspondência para: Marcia Regina Cubas, e-mail: m.cubas@pucpr.br