MUSICOTERAPIA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS
Kaila Resende Xavier Ribeiro
Evandro Bernardino Mendes de Melo
Viviane Aparecida Andrade Silveira
Angélica Ferreira Costalonga
Maria Aparecida Colona Fanticelli
Marialda Baioco Augustino
Mônica Picoli Coelho
Elizabete Regina Araújo de Oliveira
Desde os primórdios a música tem despertado forte influência sobre o ser humano. Seu potencial e capacidade de auxiliar no tratamento de algumas patologias têm sido primordial desde os séculos passados. A musicoterapia tem sido adotada como forma de tratamento, na qual a mesma pode interferir em emoções, atitudes e comportamentos do cliente portador de patologias, inclusive podendo aumentar a qualidade de vida e do cuidar paliativo de clientes oncológicos. Nos dias atuais têm se buscado através desta prática, situar o cliente portador do câncer em uma realidade de tratamento diferente do ambiente intra e extra-hospitalar, sendo a música um elemento terapêutico complementar no cuidado ao cliente, fazendo-o se expressar das mais variadas formas, estimulando assim sua alto estima e renovadoras atitudes comportamentais, onde só são expressas através da sonorização. O que torna esta técnica de fundamental importância para os profissionais de saúde. Sendo nossos objetivos: verificar a eficácia da terapêutica da musicoterapia em pacientes com dor oncológica; possibilitar o estudo dos princípios básicos que orientam a prática da música na enfermagem oncológica; avaliar os avanços e progressos da musicoterapia oncológica; informar aos profissionais da área de saúde, principalmente a enfermagem sobre a importância da musicoterapia como prática de tratamento humanizado; possibilitar ao cliente oncológico uma maior qualidade de vida, durante o seu tratamento paliativo do câncer. A metodologia utilizada foi de abordagem quantitativa, do tipo descritivo, de análise estatística, onde os dados foram levantados através de um instrumento de perguntas fechadas, no Hospital Santa Rita de Cássia - AFECC em Vitória-ES, com uma amostra de 200 pacientes. Ao analisar os participantes perante as sessões de musicoterapia podemos perceber que os comportamentos foram mudados no decorrer das noites, onde a musculatura facial foi relaxada, a agitação foi diminuída, o nível de humor do paciente houve modificações, pois a dor havia diminuído onde em determinados clientes nem precisava ocorrer a administração dos medicamentos durante toda a noite. Este estudo nos permitiu evidenciar os benefícios da música no bem-estar de indivíduos com problemas oncológicos. Viver esta experiência nos possibilitou tanto no crescimento pessoal quanto no profissional, nos ensinando que existe outros métodos para aliviar a dor dos seres humanos e não somente os analgésicos tem esta função.
Correspondência para: Kaila Resende Xavier Ribeiro, e-mail: kailllarib@yahoo.com.br
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