Goiânia, 07 de novembro de 2005.

APRENDIZAGEM BASEADA NA COMUNIDADE: PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DE ENFERMAGEM

Cristiane Biscaino Aguera

Roseli Ferreira da Silva

Fabiana Midori Hayashi

Maria Jose Caetano Ferreira

INTRODUÇÃO: Os processos de formação dos profissionais de saúde vêm passando por transformações. Neste contexto, a Faculdade de Medicina de Marília - FAMEMA implementou um currículo integrado, com metodologias ativas de ensino- aprendizagem. Uma das estratégias utilizadas foi à diversificação de cenários de aprendizagem. Desta forma, os estudantes das duas primeiras séries, na unidade educacional de prática profissional (UPP), desenvolvem capacidades (cognitivas, afetivas e psicomotoras) que os instrumentalizam para a identificação de necessidades de saúde, elaboração de problemas e de planos de cuidados que envolvem pessoas, famílias e comunidades, no cenário das Unidades de Saúde da Família. Esta investigação constitui-se num estudo sobre a formação dos enfermeiros no cenário da atenção básica em saúde. OBJETIVO: Analisar a percepção dos estudantes de enfermagem sobre as atividades em saúde desenvolvidas com a comunidade mariliense na UPP. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que utilizou a técnica de grupo focal para a coleta de dados. Os sujeitos do estudo foram selecionados dos 20 grupos da UPP, 1ª e 2ª séries do curso de enfermagem, de forma aleatória e representativa, totalizando 20 estudantes, divididos em 02 grupos focais. A análise dos dados foi realizada por meio da análise de conteúdo, segundo BARDIN (1977). RESULTADOS: A análise de dados permitiu a construção de 05 categorias empíricas comuns às duas séries, que são: Construindo as relações por meio da vínculo; A ampliação do olhar sobre o processo saúde - doença; Desenvolvimento da capacidade afetiva; O SUS no cotidiano da aprendizagem; O compromisso social do estudante. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Aprendizagem Baseada na Comunidade representa para a formação do enfermeiro a construção de sujeitos críticos e reflexivos, capazes de aprender a aprender com a realidade o qual se inserem. Portanto, é necessário a inserção em cenários de práticas como esses para a construção de uma aprendizagem significativa e condizentes com as reais necessidades de saúde da população. O desafio será de incentivar a construção de outras iniciativas, como a da FAMEMA, e incentivar a constante (re)construção da UPP, para torná-la ainda mais responsável por processos de mudança social, cultural e educacional na formação de enfermeiros.

Correspondência para: Cristiane Biscaino Aguera, e-mail: kris_famema@hotmail.com