MODELOS DE GESTÃO: PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO
Cristiane Biscaino Aguera
Ana Paula Cavalim Vale
Juliana Rodrigues Veloso
Tatiane Corso Soares Gelli
Roseli Ferreira da Silva
Os serviços de saúde devem criar modelos de gestão que não oriente as intervenções somente por problemas tecnicamente identificados mas que identifique as necessidades de saúde considerando a consciência sanitária do grupo social, considerando cada membro da equipe como ator da situação. O método de planejamento de Carlos Mattus, Planejamento Estratégico Situacional (PES), é adequado pois dispõe de estratégias para lidar com surpresas, possibilita tomada de decisões no presente e pode ser utilizado para planejar o futuro de acordo com a transformação da realidade. Este autor descreve quatro momentos para o planejamento: Identificação (seleção e análise dos problemas; Proposição (busca de soluções para enfrentar os problema priorizados); Construção (elaboração da estratégia a ser empregada); Execução (aplicação e avaliação). O presente trabalho trata-se da aplicação deste método em unidade hospitalar em ocasião de estágio curricular, realizado pelas estudantes de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA) – SP. Foi aplicado na Maternidade do HCII, Unidade Materno-Infantil no primeiro semestre de 2005. Em reunião com as alunas e a docente supervisora do estágio juntamente com os demais membros da equipe, foram listados problemas identificados a partir da observação da rotina da unidade. Realizada uma atribuição de valores utilizando-se critérios de importância, urgência e capacidade de resolução, foi selecionado o seguinte problema: baixa adesão da equipe de enfermagem às medidas de biossegurança. Analisando o problema proposto, o grupo elaborou uma rede explicativa de causas e conseqüências a partir dos quais identificou nós críticos: pontos chave para a elaboração e planejamento das intervenções. A aplicação das intervenções propostas dar-se-á no segundo semestre de 2005, em continuidade a este trabalho. Se este plano obtiver êxito, será um ganho para o hospital e para toda a equipe, pois prevenirá contaminação, reduzirá os riscos de infecção e com isso os custos da instituição. Será um ganho ainda maior pois demonstrará que é possível realizar a transformação de uma situação de saúde indesejada de uma forma participativa e democrática, otimizando o sistema, refletindo na melhoria do atendimento ao indivíduo.
Correspondência para: Cristiane Biscaino Aguera, e-mail:
kris_famema@hotmail.com
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