Goiânia, 07 de novembro de 2005.

A INCLUSÃO DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NO AMBIENTE DE TRABALHO

Francine Lima Gelbcke

Léia Emília May

Nádia Chiodelli Salum

Maria Patrícia Rogério Locks de Mesquita

Suzana dos Santos

Maria de Fátima Custódio Padilha

Maria Terezinha Honório

Ilza Schmidt de Brito Selhorst

O Centro de Educação e Pesquisa em Enfermagem - CEPEn é um órgão de assessoria da Diretoria de Enfermagem (DE) do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC relacionado às questões de educação no trabalho dos profissionais de enfermagem. Este órgão possui quatro principais eixos de atuação, quais sejam: a educação no trabalho, a gestão de pessoas, a formação profissional e a pesquisa. Dentro do eixo da educação no trabalho, destaca-se o programa de inclusão, que tem como objetivo favorecer a inclusão dos funcionários nos três primeiros meses de sua admissão, além de criar espaços educativos no trabalho para favorecer o desenvolvimento pessoal, educacional e institucional. Para tanto, é implementado o Programa de Orientação Introdutória (POI), no qual é apresentado um conjunto de assuntos que permite ao profissional uma reflexão acerca da filosofia e objetivos da enfermagem e da instituição, da estrutura organizacional, do Método de Assistência de Enfermagem (MAE), dos princípios éticos que norteiam o cuidado, do processo de avaliação, da comunicação nas relações de trabalho e da estrutura física. Este programa vem sendo desenvolvido de forma sistemática a cada três meses, com carga horária de 20 horas, durante o turno de trabalho. A metodologia utilizada para o desenvolvimento dos conteúdos tem como base o sistema de aprendizagem vivencial (SAV), que possibilitam reflexões a partir de experiências vivenciadas pelo grupo. As atividades são desenvolvidas em forma de oficinas e aulas expositivas dialogadas, oportunizando a socialização e a valorização do conhecimento dos novos funcionários. Ao avaliarem o programa, os participantes relataram que o mesmo contribui para o compartilhar de experiências, ansiedades e angústias vivenciadas neste período de adaptação no trabalho e que a dinâmica e a forma de abordagem facilitam a expressão de idéias e favorecem a inclusão no contexto institucional. Dessa forma, podemos evidenciar que o POI facilita a adaptação e a atuação dos profissionais recém-admitidos no contexto hospitalar, bem como possibilita o desenvolvimento do potencial coletivo e individual da equipe de enfermagem.

Correspondência para: Francine Lima Gelbcke, e-mail: fgelbcke@nfr.ufsc.br