Goiânia, 07 de novembro de 2005.

FATORES DE RISCO PARA O VHB EM DOADORES DE SANGUE DE ANÁPOLIS-GO

Karla Prado de Souza

Kelly Cristina Souza Rabelo

Laura Silva Ferreira

Robertha da Costa Monteiro

A hepatite B consiste em uma preocupação mundial. Os portadores assintomáticos do vírus da hepatite B (VHB), geram a necessidade de sistemas de vigilância constante. Associado a esta preocupação, a exposição do indivíduo a fatores de risco para a aquisição desta infecção é tema atual de estudo. Sendo assim, com o objetivo de levantar os principais fatores de risco relacionados à infecção pelo VHB em doadores de sangue, realizou-se o presente estudo que trata-se de uma pesquisa quantitativa com análise descritiva dos achados. Foram entrevistados 118 doadores de sangue da cidade de Anápolis, os quais, após triagem clínica, foram convidados a participar da pesquisa, através da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Os doadores foram interrogados quanto a comportamentos de risco específicos para a infecção pelo VHB através de um questionário preenchido pelas pesquisadoras no período de março a abril de 2005. Dentre os resultados, identificou-se a via sexual como principal rota de exposição ao vírus, sendo observado com relativa freqüência os relatos de múltiplos parceiros (16,1%), ignorando-se o uso de preservativos nas relações sexuais (66,3%). Ainda, observou-se nos resultados, uma baixa cobertura vacinal contra a hepatite B (51/118), bem como indivíduos com esquema vacinal incompleto (20/51). Destaca-se o número de indivíduos não vacinados contra hepatite B (67/118), podendo ser fontes de infecção para o VHB, colaborando assim para a disseminação viral. Muito embora os doadores de sangue sejam uma população com características peculiares (maioria homens, jovens, voluntários, com triagem clínica prévia, etc.), entende-se que os resultados são importantes, uma vez que os mesmos alertam para a existência de práticas de risco dentre indivíduos concebidos como saudáveis, dentro da comunidade. Nesse sentido, este estudo alerta para o risco da transmissão sexual do VHB, bem como a importância da vacinação como importante estratégia de prevenção contra esta infecção.

Correspondência para: Karla Prado de Souza, e-mail: souzakp@yahoo.com.br