Goiânia, 07 de novembro de 2005.

NÍVEL DE CONHECIMENTO SOBRE O VHB EM DOADORES DE SANGUE DE ANÁPOLIS-GO

Karla Prado de Souza

Robertha da Costa Monteiro

Kelly Cristina Souza Rabelo

Laura Silva Ferreira

A infecção pelo vírus da hepatite B consiste em um grave problema de Saúde Pública. Devido às suas formas de transmissão, a educação e orientação da comunidade, torna-se uma importante forma de prevenir e controlar esta infecção que acomete milhões de indivíduos em todo o mundo. Nesse contexto, esta pesquisa teve como principal objetivo avaliar o nível de conhecimento dos doadores de sangue com relação às formas de transmissão e prevenção da hepatite B. O local da pesquisa consistiu em uma unidade de doação de sangue, onde, após a coleta, os doadores foram convidados a participar da pesquisa, manifestando seu consentimento através da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Optou-se pelo método quantitativo descritivo, onde foi aplicado aos doadores um questionário para auto-aplicação, contendo questões de certo ou errado, onde através da correção do mesmo, avaliou-se o nível de conhecimento dos doadores sobre as formas de transmissão e prevenção da hepatite B. Compuseram a amostra 118 doadores de sangue, voluntários que estavam em doação em uma unidade de hemoterapia de Anápolis. Compuseram a amostra 118 doadores, sendo a maioria do sexo masculino (75,4%), com média de idade de 29,6 anos. Avaliando as perguntas relativas às formas de transmissão da hepatite B, percebeu-se uma desinformação sobre a via de transmissão horizontal do vírus da hepatite B (VHB). A partir deste ponto de vista, compreende-se que a identificação desta via de transmissão do VHB é recente, porém alerta-nos para o risco de exposição a estas fontes de infecção que são cada vez melhor descritas pela literatura. Quanto aos resultados das perguntas sobre prevenção da hepatite B, os doadores revelaram estar mais bem informados, porém notou-se importantes equívocos quanto à via sexual de transmissão desta infecção. Com estas informações, torna-se visível a necessidade de implantação de orientações direcionadas à educação sexual, com vistas à divulgação da hepatite B como uma importante doença sexualmente transmissível, passível de prevenção.

Correspondência para: Karla Prado de Souza, e-mail: souzakp@yahoo.com.br