Goiânia, 07 de novembro de 2005.

A VISITA DOMICILIAR INTEGRANDO O PROCESSO EDUCATIVO NO PUERPÉRIO

Daniela Lutz Pozzer

Claudia Maria Diaz Machado

Izabel Cristina Hoffmann

Cristiane Cardoso de Paula

O puerpério é um momento decisivo para a mulher e sua família, visto as necessidades de novos aprendizados, de consolidação da unidade familiar e de laços afetivos. Destaca-se a importância do cuidado em Enfermagem e do processo educativo para a adaptação à nova dinâmica familiar, fornecendo subsídios à mulher para autonomia em sua saúde, por meio do autocuidado e autoconfiança no cuidado com o recém-nascido. Para isso, um dos instrumentos é a visita domiciliar, que possibilita conhecer a mulher e sua família em seu contexto sócio-econômico-político-cultural e, assim, compreender necessidades e atuar na realidade vivida. A experiência pré-profissional a ser relatada é parte do Estágio Supervisionado em Enfermagem II do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM/RS). Este Trabalho de Conclusão de Curso foi realizado na Unidade Toco-Ginecológica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM/RS), com o objetivo de instrumentalizar as mulheres para o autocuidado e o cuidado do seu filho, por meio do processo educativo, desenvolvendo a continuidade deste no acompanhamento domiciliar. O processo educativo junto as puérperas foi realizado em duas etapas: primeiramente, durante a permanência das mulheres na unidade, por meio de orientações em grupo ou individualmente. A segunda etapa foi desenvolvida pelo o acompanhamento de algumas mulheres, na primeira semana após a alta hospitalar, no seu domicílio. A amostra foi com base naquelas que residiam na cidade de Santa Maria/RS e que demonstravam alguma dificuldade em relação ao autocuidado e/ou cuidado com o bebê. Foram acompanhadas seis puérperas, com faixa etária entre 15 e 32 anos. No decorrer das visitas observou-se diferenças significantes entre as puérperas, principalmente quanto à realização do pré-natal, pois as que não haviam realizado este acompanhamento demonstraram maiores dificuldades na relação mãe-filho. Ressalta-se a importância da educação em saúde ser desenvolvida como um processo contínuo e do quanto o acompanhamento no domicílio é necessário, principalmente, para mulheres que não realizam pré-natal. A visita domiciliar permitiu o planejamento individualizado do processo educativo e oportunizou o resgate de conhecimentos e a sua aplicação na prática. No decorrer desta experiência, percebeu-se a relevância social do trabalho e a importância de sua continuidade para uma vivência do ciclo gravídico-puerperal com melhor qualidade.

Correspondência para: Daniela Lutz Pozzer, e-mail: danielalutz@bol.com.br