Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ATENÇÃO A SAÚDE DA GESTANTE DE BAIXO RISCO: AVALIAÇÃO E PERSPECTIVA

Sandra Cristina Uebel

Na história da saúde pública brasileira, a atenção materno-infantil tem sido considerada área prioritária, com destaque para os cuidados durante a gestação (Ministério da Saúde, 1984). Em nosso país, diversos estudos elegeram como foco a avaliação da atenção à saúde da mulher, em particular a assistência às gestantes. De igual modo, no município de Progresso, situado na região centro-norte do Estado do Rio Grande do Sul, a assistência às gestantes é considerada uma ação prioritária. Na atenção básica, o programa de pré-natal encontra-se amplamente difundido nas duas unidades de saúde da família. Este estudo tem como objetivo avaliar a atenção à saúde das gestantes de baixo risco que residem dentro da área de abrangência da Unidade de Campo Branco. Foi realizado um estudo de caso através da coleta de dados nas declarações de nascidos vivos dos anos de 2003, 2004 e 2005. As variáveis avaliadas foram: o número de consultas pré-natais, gestantes menores de 20 anos, número de partos, número de nascidos com baixo peso, número de óbitos perinatais e a modalidade de parto. No ano de 2003, quando município contava somente com o Programa de Agentes Comunitários, 92,3% das gestantes fizeram de 4 a 6 consultas de pré-natal, sendo que 25,6% eram menores de 20 anos e 82,1% de partos foram do tipo vaginal. Na análise do ano de 2004, ano de implantação do Programa de Saúde da Família (PSF) 100% de cobertura, as gestantes com o número de consultas entre 4 a 6 corresponderam a 97,8%; houve um nascido de baixo peso (referência 2. 500g), que representou 2,2 %, sendo que a parturiente apresentou o menor número de consultas do grupo avaliado; as pacientes com idade menor de 20 anos totalizaram 37,8% e os partos vaginais, 75,6%. Ainda neste ano contamos com um óbito decorrente de malformação congênita ao acaso. No primeiro semestre de 2005, o número de consultas de pré-natal de 4 a 6 representou 95,2%; o numero de parturientes menores de 20 anos foi de 19%, sendo partos vaginais 61,9%. Estes dados, mesmo que preliminares mostraram que esforços devem ser feitos no sentido de desenvolver ações voltadas a gestação na adolescência. Em contrapartida, os percentuais relacionados aos partos vaginais encontram-se acima da média do Estado. Contudo os profissionais devem avaliar constantemente o trabalho desenvolvido pela equipe, através dos indicadores de saúde o que possibilita direcionar as ações em saúde relevantes à nossa população.

Correspondência para: Sandra Cristina Uebel, e-mail: sandrauebel@bol.com.br