Goiânia, 07 de novembro de 2005.

A MULHER NO PERÍODO DO CLIMATÉRIO

Juliana Bispo Pereira dos Santos

Patricia da Costa Caldeira

Jacira dos Santos Contino Pereira

Valéria Almeida Rodrigues

O objeto deste estudo é a mulher e os sintomas no climatério. No curso de enfermagem estamos no fluxo do 7º período da Universidade do Grande Rio / UNIGRANRIO, sentimos a necessidade de realizar este estudo a partir do interesse pelo tema ministrado na disciplina de Saúde da Mulher e nas consultas de enfermagem em ginecologia durante o ensino-clínico em um Posto de Saúde situado no município de Duque de Caxias. Sabemos que o climatério é caracterizado pela diminuição da produção de hormônios femininos, é um período longo da vida da mulher que vai dos 40 aos 65 anos segundo (M. S 2002), e que pode trazer algumas conseqüências como o aumento do risco para determinadas patologias. Este estudo objetivou em apurar as experiências dessas mulheres no período do climatério, identificar se elas procuram assistência e identificar se essas mulheres receberam orientações para esta fase da vida. Este estudo tem como a base à pesquisa quanti-qualitativa, que segundo (FIGUEIREDO, 2004) é um método que associa análise estatística à investigação dos significados das relações humanas, privilegiando a melhor compreensão do tema a ser estudado, facilitando desta forma a interpretação dos dados obtidos. A população estudada foi composta por 30 mulheres, das cidades de Nova Iguaçu e Duque de Caxias/ RJ, no período de janeiro a abril de 2005. A seleção das mulheres para a entrevista deu-se de acordo com a faixa etária de 40 a 65 anos. Optou-se por uma entrevista estruturada, com uso de um formulário do qual fazem parte perguntas abertas. Diante dos resultados concluímos que a maioria das mulheres apresenta os sintomas característicos do período de climatério. Embora muitas delas não tenham recebido informações específicas para este período verificou-se que a falta de informação é quase que nenhuma. Com relação ao tratamento percebeu-se que o número de mulheres que não tiveram adesão ao tratamento é bastante significativo, mais da metade dessas mulheres não fizeram e não fazem tratamento para este período. A não adesão ao tratamento influencia desta forma na sua qualidade de vida.

Correspondência para: Juliana Bispo Pereira dos Santos, e-mail: julianabianchip3@hotmail.com