PERFIL DOS EGRESSOS DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ANO DE 2002
Clarissa Irineu de Sousa Carrijo
Ana Lúcia Queiroz Bezerra
INTRODUÇÃO. As pesquisas sobre egressos são decorrentes de indagações sobre a qualidade do produto formado e do processo de formação. Neste sentido, refletir sobre uma determinada realidade é relevante não só para a instituição de ensino, como para as instituições empregadoras, que podem se beneficiar do preparo dos profissionais e acompanhar a sua aceitação pela sociedade. OBJETIVOS. Caracterizar o perfil sócio – econômico – demográfico dos egressos da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás FEN/UFG ano de 2002. METODOLOGIA. Estudo descritivo, exploratório, transversal, aplicado a 41 egressos de enfermagem da Universidade Federal de Goiás que se graduaram no ano de 2002. RESULTADOS. Dos 41 egressos pesquisados, 40 (97,6%) são do sexo feminino, 28 (68,3%) está na faixa etária de 24 a 26 anos, 28 (68,3%) são solteiros e 34 (82, 9%) não tem filhos. A maioria dos egressos 21 (51,2%) morava em Goiânia antes de iniciarem o curso. Após a conclusão da graduação, houve uma redução do número de egressos que moravam em Goiânia de 21 (51,2%) para 14 (34,1%). Quanto a remuneração mensal, 43,9% dos enfermeiros recebem acima de 9 salários mínimos. Quanto à caracterização da formação profissional, 39% dos egressos caracterizam como “muito boa” e 61% como “boa”. As principais justificativas mencionadas para explicar suas escolhas foram a importância da qualificação do professor e o preparo que a formação profissional conferiu para o ingresso no mercado de trabalho. A participação em pesquisas e projetos de extensão totalizou 85,4%. Quanto ao aprimoramento profissional, 63,4% já concluíram ou estão concluindo pelo menos um curso de especialização latu sensu. No que se refere a pós – graduação stricto sensu, 7,3% estão em fase de conclusão, 56,1% referem ter participado de eventos científicos após a graduação. CONCLUSÃO. A maioria dos egressos da FEN/UFG são do sexo feminino, estão na faixa etária de 24 a 26 anos, são solteiros e não tem filhos, houve uma redução no número de pessoas que moravam em Goiânia antes e após a conclusão do curso, a faixa salarial mensal para a maioria é de até 9 salários mínimos, caracterizam sua formação profissional como “boa”, e participaram de projetos de pesquisa na graduação. A preocupação com a atualização deve-se, segundo os egressos, ao fato de a enfermagem ser uma ciência e como tal está sempre se transformando, em virtude das modificações tecnológicas e das políticas de saúde e acompanhar essas transformações é de suma importância para manter a empregabilidade.
Correspondência para: Clarissa Irineu de Sousa Carrijo, e-mail:
clarissa.carrijo@uol.com.br
|