Goiânia, 07 de novembro de 2005.

LIMITES E DIFICULDADES COM O DIABETES: UTILIZANDO A TEORIA DE OREM

Silvia Regina Pasin

Giselle Dupas

Pelo fato de ser doença crônica, o diabetes requer constante acompanhamento de saúde e tratamento de controle. Esse acompanhamento assume um caráter ainda mais relevante quando se trata de diabetes tipo 1 por afetar, em sua maioria, crianças e adolescentes. Pacientes diabéticos mantidos sob controle clínico e metabólico apresentam retardo no aparecimento e na progressão de complicações crônicas. Um fator importante relacionado ao diabetes é a questão da educação em saúde, a fim de auxiliar na realização de mudanças no estilo de vida. É sabido que a enfermagem tem papel fundamental no tratamento junto ao paciente diabético no intuito de auxiliá-lo a desenvolver habilidades de controle do autocuidado, considerando a importância do processo educativo para o bem-estar do cliente. Tais mudanças afetam não só a pessoa que apresenta a doença, mas também a família toda. Assim, a família passa a ter papel decisivo no auxílio ao cliente no seu processo adaptativo à condição de doente crônico. O objetivo do trabalho foi avaliar a aplicabilidade do Modelo do Autocuidado de Orem às crianças diabéticas e seus familiares, tendo sido realizado com cinco famílias. Os referencias utilizados foram o Interacionismo Simbólico e o Modelo de Auto Cuidado de Orem, teórico e metodológico respectivamente. Utilizamos como instrumento de coleta de dados a entrevista semi-estruturada. Apreendemos que as pessoas diabéticas apresentam dificuldades e limitações no que tange a alimentação, atividade física, medicação e controle glicêmico. Categorizamos estes déficits em cognitivo, financeiro, comportamental e de conhecimento. A utilização da Teoria do Autocuidado de Orem contemplou todas as etapas do trabalho, que foram: diagnosticar as limitações encontradas pelas famílias para executar o autocuidado, analisar os fatores causais das limitações, implementar a educação para o autocuidado e, finalmente, avaliar os resultados. As intervenções foram realizadas a cada família individualmente e também coletivamente. Os resultados mostraram que o déficit mais encontrado nas famílias no manejo com o diabetes foi o que diz respeito à alimentação. Consideramos que cada vez mais se faz necessário a utilização de técnicas e estratégias para lidar com as demandas que dificultam a realização efetiva do autocuidado, a fim de ajudar a criança/família a conviver com a doença de maneira equilibrada e saudável.

Correspondência para: Silvia Regina Pasin, e-mail: silviapasin@yahoo.com.br