PRÁTICAS EDUCATIVAS: UM INSTRUMENTO PARA MUDANÇA DE COMPORTAMENTOS
Cláudia Jaqueline Martinez
Rodrigo Soares Ribeiro
Matilde Aparecida Silva
Gláucia Aparecida Henrique Bortolozo
Nós acadêmicos do 6º período de enfermagem, influenciados pelas aulas de educação em saúde, fomos convidados a ministrar uma palestra abordando sexualidade, DSTs, AIDS e métodos contraceptivos aos alunos da 6º, 7º e 8º série do ensino fundamental de uma escola de um bairro da periferia de Votuporanga-SP. Após essa experiência ímpar, nasceu em nós a inquietação em participar dessa prática educativa por acreditarmos que esse instrumento venha a contribuir para a construção de uma prática mais integrada e crítica de ações capazes de modificar hábitos e desmistificar comportamentos errôneos. Buscar nas literaturas nos últimos dez anos, quais foram as ações de enfermagem mediante a práticas educativas relacionadas a preparação dos jovens para o exercício saudável da sexualidade, foi o nosso objetivo. O presente trabalho foi realizado através de uma revisão bibliográfica no intuito de proporcionar um processo reflexivo no papel do enfermeiro como educador em saúde frente a essa temática da sexualidade nos adolescentes. Concluímos que a prática educativa, como instrumento de trabalho da enfermagem e sistema de saúde associado à escola, família, sociedade e meios de comunicação, ganhará força e efetivação quando abarcar a sexualidade junto a componentes biológicos, psicológicos, socioculturais, em toda a dinâmica de vivência e descobertas inseridas no processo de educação em saúde. Muitas são as ações encontradas nas literaturas, porém se faz necessário ter uma ótica crítica nessa fase da vida, a adolescência, que merece a atenção especial por parte da enfermagem. Surge em nós a vontade de contribuirmos para o exercício e efetivação de práticas educativas, seja em qualquer temática, por crermos na mudança de atitudes e comportamentos por meio desse instrumento.
Correspondência para: Rodrigo Soares Ribeiro, e-mail: rosorib@ig.com.br
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