REPERCUSSÃO DA FAMÍLIA NA SAÚDE DA CRIANÇA PRÉ-ESCOLAR
Anna Yáskara Cavalcante Carvalho
Mônica Oliveira Batista Oriá
Regiane Paiva de Lima
Bruna Filomena Correia Moreira
Darley Bispo de Souza
Andrea Gomes Justino
INTRODUÇÃO: A família exerce papel fundamental no cuidado às crianças, que devido à imaturidade do seu organismo, encontram-se susceptíveis a doenças típicas da infância. Além disso, por passarem a maior parte do tempo em casa, as crianças na fase pré-escolar encontram-se vulneráveis as condições deste ambiente, que além de ser um local propício para práticas saudáveis, pode, ainda, atuar como facilitador na transmissão de doenças. OBJETIVOS: Logo, este estudo teve como objetivos identificar os fatores de risco presentes no contexto familiar que podem interferir na saúde gastrintestinal das crianças na pré-escola e investigar o conhecimento dos pais e/ou responsáveis quanto a tal processo. METODOLOGIA: Optou-se, para tanto, por uma abordagem quantitativa. Foram realizadas visitas domiciliares a 42 famílias de crianças na pré-escola, matriculadas em uma creche municipal no bairro Planalto Ayrton Senna, Fortaleza-CE, no período compreendido entre novembro e dezembro de 2004. As mães e/ou responsáveis foram entrevistadas a partir de um roteiro que constava de dados referentes à estrutura da família e condições sócio-econômicas, e um outro instrumento que abordava o conhecimento das mães e/ou responsáveis pelas crianças com relação aos fatores de risco para as doenças prevalentes na infância, bem como a capacidade destes de perceber a presença de tais agravos e o modo como eles as tratam. RESULTADOS: Pode-se observar que a maioria das mães e/ou responsáveis identificou de 01 a 08 sintomas para problemas gastrintestinais, sendo os mais citados para diarréia: aumento na freqüência de evacuações (38) e fezes líquidas (38). A Terapia de Reidratação Oral (TRO) foi adotada por 26 mães, mas ainda 12 costumam utilizar drogas sem prescrição médica. Dentre os fatores de risco para tal afecção nos domicílios foram observados: ausência de esgoto (31), água não filtrada (18), dentre outros. CONCLUSÃO: Constata-se, então, que o contexto familiar pode ser um potencializador de agravos à saúde da criança e que as famílias têm um papel relevante como facilitador na identificação precoce destes problemas e na promoção de cuidados mais efetivos à criança.
Correspondência para: Mônica Oliveira Batista Oriá, e-mail: oriarte@uol.com.br
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