Goiânia, 07 de novembro de 2005.

MÉTODO CANGURU: AVALIAÇÃO QUALITATIVA POR PROFISSIONAIS E MÃES

Maria Imaculada de Fátima Freitas

Alexandre José da Silva Coelho

César Coelho Xavier

Déborah Carvalho Malta

Trata-se de pesquisa qualitativa sobre o Método Canguru avaliado por dirigentes, trabalhadores e mães atendidas em maternidades brasileiras, como parte do projeto Avaliação da Implantação da Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso – Método Canguru, No Brasil, em desenvolvimento pelo Ministério da Saúde. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas, com questões abertas, não diretivas, às mães, sobre a satisfação com o serviço e os resultados do Método Canguru e, aos profissionais, as sobre a implantação do Método e seu envolvimento na proposta. A coleta de dados foi realizada por região do país, com amostra aleatória de 29 maternidades, das quais foram entrevistados 18 dirigentes, 76 profissionais e 60 mães acompanhadas nestes serviços. Os resultados preliminares apontam os seguintes núcleos avaliativos centrais, emergentes da análise dos discursos das mães: 1/ satisfação com o cuidado (maior aproximação mãe-filho; rápido desenvolvimento do RN) e 2/ limitações/dificuldades na vivência (falta de atividades durante a internação, falta de profissionais no atendimento). Do discurso dos profissionais não houve diferenças notáveis entre os dirigentes e os cuidadores, que centram suas falas em: 1/ aspectos positivos (humaniza as relações mãe/filho/profissionais, aumenta a motivação da equipe, diminui os custos da internação, treinamento propicia mudanças de posturas dos profissionais), e 2/ aspectos negativos (inadequação do espaço físico, falta de recursos financeiros, dificuldades de mudanças de posturas para um efetivo engajamento dos trabalhadores). Esta análise preliminar aponta a importância da mãe como parte ativa no processo de recuperação do RN de risco, propiciada pelo Método, além de mostrar a necessidade de se manter capacitações periódicas para os trabalhadores, a importância de se alocar maiores recursos que permitam melhorar a infra-estrutura dos serviços, refletindo na humanização do cuidado de forma mais efetiva e no menor tempo de internação do RN. Financiamento: Ministério da Saúde

Correspondência para: Maria Imaculada de Fátima Freitas, e-mail:

peninha@enf.ufmg.br