Goiânia, 07 de novembro de 2005.

TUBERCULOSE: SEM TRATAMENTO COMO CONTROLAR?

Rosiane Monteiro Santana

Thiago Andrey Bonfim de Lima

Sandra Helena Isse Polaro

INTRODUÇÃO: A tuberculose (TB) é uma das mais antigas doenças que afligem a humanidade, sendo considerada, no Brasil, um grave problema de saúde pública. É uma doença infecto-contagiosa, de evolução crônica e insidiosa, de diagnóstico tardio, com elevado índice de morbimortalidade e que demanda um longo período de tratamento exigindo disciplina e esclarecimento dos pacientes (Pereira, 1996). A prevalência da doença é maior em áreas de grande concentração populacional, precárias condições sócio-econômicas e sanitárias, características essas, de países em desenvolvimento, como o Brasil. Estes fatores acabam contribuindo para o abandono do tratamento, já que dificulta o acesso do cliente à Unidade de Saúde e a interação entre o usuário e o profissional de saúde (Cardoso et a, 1997). OBJETIVOS: traçar o perfil epidemiológico dos usuários que abandonaram o tratamento; e, identificar as ações desenvolvidas pela equipe de saúde no sentido de resgatar esses usuários. METODOLOGIA: A pesquisa é do tipo descritiva com abordagem quantitativa. As informações foram coletadas no livro de notificação e nos prontuários dos 87 clientes, sendo 52 da Unidade Municipal de Saúde do Guamá e 35 da Unidade Municipal de Saúde da Terra Firme, que abandonaram o Tratamento no período de janeiro de 1999 a dezembro de 2003. Os dados foram coletados entre os meses de março a junho de 2004. Os resultados foram tratados estatisticamente e apresentados em gráficos e tabelas. RESULTADOS: Os resultados mostram predomínio do gênero masculino 66%, faixa etária entre 20 a 29 anos 33,5%. A forma clínica que predominou foi a pulmonar com 88,6%. Estado civil solteiro 42,5%. Quanto as ações desenvolvidas pela equipe de saúde no sentido de resgatar o usuário, o contato telefônico foi realizado em 27,6%, correspondência 16% e visita domiciliar 59,8%. Alguns dados de relevância para a pesquisa foram ignorados pela equipe de saúde, tais como antecedentes mórbidos familiares para a Tuberculose com 72,4%, hábitos e costumes com 73,6%, escolaridade com 87,3% e ocupação 60,1%. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diversas dificuldades forma encontradas no decorrer desta pesquisa, dentre as quais estão os prontuários que apesar de registrados no livro de notificação, não foram encontrados, desorganização dos mesmos e subnotificação. Conclui-se que houve descaso da equipe de saúde no sentido de resgatar essa clientela.

Correspondência para: Sandra Helena Isse Polaro, e-mail: shpolaro@ufpa.br