Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ACOMPANHAMENTO DOS NÍVEIS PRESSÓRICOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Taciana Cavalcante de Oliveira

Nirla Gomes Guedes

Rafaella Pessoa Moreira

Tahissa Frota Cavalcante

Emília Soares Chaves

Rhanna Emanuela Fontenele Lima

Viviane Martins da Silva

Thelma Leite de Araujo

As observações longitudinais dos níveis de pressão arterial de crianças e adolescentes são relevantes, visto que determinam os níveis pressóricos e acompanham a sua evolução ao longo do tempo. Assim, objetivou-se acompanhar os valores da pressão arterial sistólica e diastólica de crianças e adolescentes que apresentaram, em um período de triagem, percentis de pressão arterial acima do considerado normal para sexo, idade e estatura. O estudo piloto, de natureza longitudinal-observacional, foi realizado em uma escola pública da cidade de Fortaleza-CE, com 21 escolares entre 6 e 18 anos, dos quais 12 são do sexo feminino. Foi desenvolvido no período de outubro de 2004 a abril de 2005, em quatro avaliações com intervalos bimensais. Foram coletadas, em medidas triplicatas para o cálculo da média, as variáveis estatura e peso para a determinação do Índice de Massa Corporal (IMC) e as medidas da pressão arterial. Investigou-se, ainda, idade e sexo. As medidas seguiram as recomendações da American Heart Association e foram realizadas no braço direito, com a pressão arterial diastólica determinada pelo V som de Korotkoff. Os dados foram organizados no Excel versão 8. 0 e analisados por meio do Software, EPI-INFO 3. 2. No estudo, observou-se um maior número de escolares do sexo feminino com aumento do IMC ao longo do tempo, quando comparado ao sexo masculino. Dos 21 escolares avaliados, 13 diminuíram os níveis de pressão arterial sistólica e diastólica durante o acompanhamento, sete do sexo feminino e seis do masculino. Houve aumento da pressão arterial durante o acompanhamento de oito crianças e adolescentes, quatro foram elevações conjuntas de pressão arterial sistólica e de pressão arterial diastólica, três apresentaram aumento isolado da pressão arterial diastólica e, somente em um escolar, encontrou-se elevação isolada da pressão arterial sistólica. Entre os oito escolares que apresentaram elevação da pressão arterial, ao longo do estudo, quatro também apresentaram aumento do IMC. É importante ressaltar, que mesmo para os indivíduos que não apresentam elevação constante da pressão arterial, são necessárias intervenções educativas e de acompanhamento, pois estudos demonstram que valores acima da média, mesmo que em níveis considerados normais, podem ser preditivos de alterações futuras da pressão arterial, necessitando de uma avaliação e acompanhamento regular.

Correspondência para: Taciana Cavalcante de Oliveira, e-mail: tacianna@yahoo.com