Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ADESÃO AO TRATAMENTO COM A PENICILINA EM CRIANÇAS POTADORAS DE ANEMIA

Ed Wilson Rodrigues Vieira

Fabiano Wendel da Costa

Enio Latini Bitarães

O estudo tem como objetivo avaliar a adesão à profilaxia contra infecção em crianças portadoras de anemia falciforme. A anemia falciforme é uma desordem genética, autossômica recessiva, caracterizada pela presença de hemoglobina S em estado de homozigose ou em dupla heterozigose com outras hemoglobinas anormais ou ainda em interação com as talassemias. As crianças com doença falciforme apresentam suscetibilidade aumentada às infecções bacterianas, principalmente pelo Streptococcus pneumoniae, sendo estas mais freqüente em crianças menores de cinco anos de idade. A prevenção de tais infecções é feita através de imunização e uso profilático de antibióticos. A ausência de resultados evidentes e imediatos de uma conduta profilática de longo prazo, pode ser motivo para baixa adesão ao tratamento, como os resultados encontrados por Teach (43%)3 e Berkovitch (66%)4. A amostra a ser estudada consistirá de 124 crianças até 5 anos de idade portadoras de hemoglobinopatia SS, acompanhadas na Fundação Hemominas, de janeiro/2005 a janeiro/2006. A adesão ao tratamento será avaliada através de entrevistas semi-estruturadas, anotações em prontuários médicos, consumo de medicamentos e teste de atividade antimicrobiana na urina. Segundo resultados preliminares, 94,35% das crianças usam antibiótico, sendo a mãe a responsável pela administração em 77,42% dos casos. 65,32% deixaram de tomar a medicação por no mínimo uma vez no período de janeiro a abril de 2005, sendo que 11,26% das ocorrências estão relacionadas a falta da medicação. 20,16% das crianças têm dificuldades para tomar a medicação, 93,55% dos entrevistados entendem bem as orientações médicas e 32,26% receberam oriebtações de outros profissionais além do médico da instituição.

Correspondência para: Ed Wilson Rodrigues Vieira, e-mail: diuvieira@yahoo.com.br