Goiânia, 07 de novembro de 2005.

REFLETINDO SOBRE A ASSISTÊNCIA HUMANIZADA NA UNIDADE PEDIÁTRICA

Renata Cristina Justo de Araújo

Ione Corrêa

INTRODUÇÃO: A assistência humanizada tem sido objeto de políticas públicas mundiais e nacionais, existindo iniciativas que propõem uma mudança de estratégias por parte dos serviços. Entende-se humanização como um processo que se refere ao campo das relações humanas e que busca agregar eficiência técnica e científica e a dimensão ética, respeitando as singularidades do usuário e do profissional, aceitando os limites impostos por cada situação e acolhendo o desconhecido e o imprevisível do cotidiano institucional. OBJETIVOS: Descrever as situações que dificultam o processo de humanização na pediatria. METODOLOGIA: Estudo exploratório utilizando como estratégia levantamento bibliográfico a respeito de temáticas vinculadas ao processo de humanização nos hospitais principalmente aquelas que tivessem como enfoque o atendimento a criança internada através das vertentes: instituição, profissional e a criança, profissional e a família e o ambiente. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Fatores que dificultam o processo de humanização na Instituição: normas rígidas de funcionamento e horários não flexíveis dificultando a participação de outros familiares no tratamento de forma a criar uma rede de ajuda para enfrentar o processo de adoecimento, falta de conhecimento em relação ao crescimento e desenvolvimento, fatores estressantes frente à internação e a comunicação falha entre os profissionais e a criança. A relação família - profissionais também pode constituir-se como uma dificuldade na medida em que a família é vista como uma pessoa a mais na enfermaria que incomoda, fiscaliza o serviço dos profissionais, exige, e muitas vezes permanece junto à criança apenas por uma determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente. O ambiente da Enfermaria Pediátrica não difere de outras Unidades de Internação, faltando espaço para o lazer da criança não permitindo que o local tenha um melhor acolhimento. RECOMENDAÇÃO E CONCLUSÃO: Cada Unidade deveria ter seu próprio modo de funcionamento, respeitando as características da população atendida, proporcionar Educação Continuada dentro da realidade vivenciada pelo profissional. A família deveria ser vista como aliada e aprendiz no cuidado frente a uma nova situação a ser enfrentada e o ambiente da Unidade Pediátrica deveria ser alegre, permissível às brincadeiras e valorizando o brinquedo como um recurso terapêutico que proporciona a criança o elo do mundo externo que representa a saúde com o mundo interno que é a vivência do sofrimento.

Correspondência para: Renata Cristina Justo de Araújo, e-mail: renatajusto@yahoo.com.br