DIFICULDADES DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE NA NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
Sônia Aprecida da Cruz Oliveira.
Margarete Ártico Baptista.
Denise Beretta Barboza
Vânia Delarco Paschoal
Gislaine Buzzini Fernandes
Rosemeire Aparecida Milhim Cordova
INTRODUÇÃO: A notificação é uma comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde, feita à autoridade sanitária por profissionais da saúde ou qualquer cidadão, para fins de adoção de medidas de intervenção pertinente. Compete à Vigilância Epidemiológica sensibilizar os profissionais da saúde sobre a importância deste instrumento que visa à melhoria da obtenção dos dados para o fortalecimento e ampliação do sistema de informação em saúde. OBJETIVO: Identificar as dificuldades que os profissionais da saúde enfrentam na realização da notificação compulsória. CASUÍSTICA E MÉTODO: Foi realizado um estudo exploratório, com aplicação de um questionário de perguntas abertas e fechadas, em cinco unidades básicas de saúde (UBS) e quatro instituições hospitalares, de referência do SUS, na cidade de São José do Rio Preto. A população entrevistada era composta por 20 enfermeiros (sete de UBS e 13 de hospitais) e 12 médicos (8 UBS e 4 de hospitais). RESULTADOS: Os resultados apontaram que para os médicos que atuavam em UBS 62,5% relataram falta de tempo, seguidos de falta de motivação (50%), falta de profissionais (37,5%) e falta de informação (25%). Das quatro instituições hospitalares participantes, uma os médicos aceitaram participar deste estudo, onde 25% relataram, numa mesma freqüência, falta de tempo, falta de informação e falta de motivação e apenas 12,5% referiram falta de profissionais. Para os enfermeiros que atuam nas UBS 71,4% alegaram falta de motivação, seguidos de falta de informação (42,8%), e numa mesma freqüência, 28,5% falta de tempo e de profissionais. Já para os que atuam nos hospitais 53,8% relataram falta de tempo, seguidos falta de informação (23,1%) falta de motivação (15,4%) e falta de profissionais (7,7%). CONCLUSÕES: Conclui-se que a falta de conhecimento, de tempo, de profissionais e desmotivação foram as principais dificuldades relatadas pelos entrevistados para a não realização da notificação compulsória. Dessa forma, para se obter dados fidedignos de informações, a fim de proporcionar medidas de ações e controle das doenças e agravos à saúde, este trabalho sugere a implantação de um núcleo de Vigilância Epidemiológica ou um profissional responsável pela notificação em cada instituição. E que os componentes curriculares dos cursos de graduação de enfermagem e medicina devam enfatizar o tema, formando profissionais cada vez mais capacitados e envolvidos.
Correspondência para: Sônia Aprecida da Cruz Oliveira. , e-mail: soniaapcruzoliveira@bol.com.br
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