Goiânia, 07 de novembro de 2005.

DIFICULDADES DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE NA NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA

Sônia Aprecida da Cruz Oliveira.

Margarete Ártico Baptista.

Denise Beretta Barboza

Vânia Delarco Paschoal

Gislaine Buzzini Fernandes

Rosemeire Aparecida Milhim Cordova

INTRODUÇÃO: A notificação é uma comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde, feita à autoridade sanitária por profissionais da saúde ou qualquer cidadão, para fins de adoção de medidas de intervenção pertinente. Compete à Vigilância Epidemiológica sensibilizar os profissionais da saúde sobre a importância deste instrumento que visa à melhoria da obtenção dos dados para o fortalecimento e ampliação do sistema de informação em saúde. OBJETIVO: Identificar as dificuldades que os profissionais da saúde enfrentam na realização da notificação compulsória. CASUÍSTICA E MÉTODO: Foi realizado um estudo exploratório, com aplicação de um questionário de perguntas abertas e fechadas, em cinco unidades básicas de saúde (UBS) e quatro instituições hospitalares, de referência do SUS, na cidade de São José do Rio Preto. A população entrevistada era composta por 20 enfermeiros (sete de UBS e 13 de hospitais) e 12 médicos (8 UBS e 4 de hospitais). RESULTADOS: Os resultados apontaram que para os médicos que atuavam em UBS 62,5% relataram falta de tempo, seguidos de falta de motivação (50%), falta de profissionais (37,5%) e falta de informação (25%). Das quatro instituições hospitalares participantes, uma os médicos aceitaram participar deste estudo, onde 25% relataram, numa mesma freqüência, falta de tempo, falta de informação e falta de motivação e apenas 12,5% referiram falta de profissionais. Para os enfermeiros que atuam nas UBS 71,4% alegaram falta de motivação, seguidos de falta de informação (42,8%), e numa mesma freqüência, 28,5% falta de tempo e de profissionais. Já para os que atuam nos hospitais 53,8% relataram falta de tempo, seguidos falta de informação (23,1%) falta de motivação (15,4%) e falta de profissionais (7,7%). CONCLUSÕES: Conclui-se que a falta de conhecimento, de tempo, de profissionais e desmotivação foram as principais dificuldades relatadas pelos entrevistados para a não realização da notificação compulsória. Dessa forma, para se obter dados fidedignos de informações, a fim de proporcionar medidas de ações e controle das doenças e agravos à saúde, este trabalho sugere a implantação de um núcleo de Vigilância Epidemiológica ou um profissional responsável pela notificação em cada instituição. E que os componentes curriculares dos cursos de graduação de enfermagem e medicina devam enfatizar o tema, formando profissionais cada vez mais capacitados e envolvidos.

Correspondência para: Sônia Aprecida da Cruz Oliveira. , e-mail: soniaapcruzoliveira@bol.com.br