Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CRIANÇA INSTITUCIONALIZADA E COM AIDS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE CUIDAD

Diego Schaurich

Hilda Maria Medeiros

Maria da Graça Corso da Motta

A epidemia da AIDS, na atualidade, atingiu proporções com foco de disseminação em todos os continentes, caracterizando-se pela intensificação dos processos de feminização e juvenização. Ou seja, consoante os dados do Ministério da Saúde, cada vez mais as mulheres jovens em idade reprodutiva estão sendo infectadas pelo HIV e, como conseqüência, observa-se o aumento do número de casos notificados entre os menores de 13 anos de idade, o que se denominou AIDS Pediátrica. Assim, este trabalho tem como objetivo relatar as experiências de cuidado em Enfermagem desenvolvidas em uma instituição no interior do Rio Grande do Sul que atende a crianças que (con)vivem com o HIV/AIDS. Esta casa de abrigo surgiu por uma necessidade do serviço que as atende, uma vez que o contexto vivido por estas crianças revela que algumas sofrem maus-tratos familiares, violência/abuso, abandono ou por ficarem órfãs de cuidadores falecidos em virtude da AIDS, o que caracteriza realidade nacional. Desta forma, por compreender a necessidade de uma instituição voltada às necessidades, possibilidades e limitações das crianças que vivem com o vírus da AIDS, bem como por suas exigências constantes de cuidados de saúde, percebe-se a relevância e importância dos cuidadores em Enfermagem. Neste sentido, destaca-se que os cuidados desenvolvidos abrangem questões como a administração do tratamento anti-retroviral, curativos, higiene, oxigenioterapia, entre outros procedimentos e técnicas; contudo, ressalta-se que vão além, pois propiciam a relação humanizada entre o ser que cuida e o ser criança, o diálogo solidário, a recreação e a ludicidade, a valorização dos sentimentos e a compreensão do momento existencial que experienciam. Sendo assim, entende-se que o trabalho desenvolvido pelos cuidadores em Enfermagem nesta instituição tem possibilitado às crianças viver sua infância da melhor forma possível, preocupando-se com os aspectos biológicos, psicológicos, sentimentais e sociais; ainda, salienta-se a necessidade de tais profissionais a fim de propiciar um cuidado humano, científico, ético e solidário às crianças que vivem com HIV/AIDS.

Correspondência para: Diego Schaurich, e-mail: eu_diegosch@hotmail.com