PRESTANDO UMA ASSISTÊNCIA HUMANIZADA NO CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL
Juliana Caldas de Souza
Juliana de Oliveira Roque e Lima
Denize Bouttelet Munari
A humanização não ocorre de modo mágico, mas sim de uma ‘filosofia' que deve ser trabalhada e desenvolvida de acordo com interesses de uma pessoa ou grupo. Portanto, para humanizar não há técnicas a seguir, apenas exige atitudes que podem ser construídas ao longo de uma vivência. Durante o período do parto há diversos fatores como dor, sofrimento, solidão, o próprio parto, a hospitalização, o estado do bebê, entre outros, que amedrontam a parturiente, resultando na falta de controle da situação vivenciada. As parturientes estão diante de uma nova experiência e terão expectativas particulares. Logo, a enfermagem é parte fundamental neste processo de humanização onde tem como função o cuidar diretamente da parturiente no pré-parto, parto e puerpério; ou seja, na assistência ao parto. A partir dessas considerações, este trabalho se justifica à medida em observamos a necessidade de intervenções, que possam efetivar ações mais humanizantes durante a assistência a puérpera, de maneira que a equipe de saúde possa contribuir de forma favorável, valorizando suas necessidades e possa vê-la, embora dependente, como um ser humano. Assim, um modelo assistencial ao parto que envolva componentes múltiplos, desde a harmonia da teoria científica com visão holística na parturiente, o contexto ambiental e a equipe que presta assistência. Trata-se de um estudo de natureza descritiva, fundamentado em revisões bibliográficas, desenvolvido durante o estágio de Obstetrícia, da disciplina de Materno-Infanto-Juvenil em uma maternidade de Goiânia. Face à experiência da gestação a enfermagem tem papel fundamental, pois está presente durante o pré-natal, pré-parto, parto e puerpério. E as atitudes e condutas tomadas durante todos esses períodos é que vão fazer a diferença para aquela cliente, tanto no que diz respeito ao físico como ao emocional e até mesmo na experiência que ela levará consigo pra toda vida ao receber a alta hospitalar e na conduta que seguirá com o filho. Suas atitudes, serão com certeza reflexo do que pôde aprender e absorver num pré-natal bem feito e com uma experiência de sucesso no momento do parto. Enquanto nem tudo é perfeito como gostaríamos, faz-se necessário à absoluta necessidade de sobressair à sensibilidade do “ser enfermeiro”, no que diz respeito à improvisação, ao sentimento maior de oferecer um atendimento de qualidade, ainda que contando com poucos recursos, para tornar o parto uma experiência saudável, agradável e segura.
Correspondência para: Juliana Caldas de Souza, e-mail: julianacaldas8@hotmail.com
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