Goiânia, 07 de novembro de 2005.

HEMOFILIA: "DA INSTABILIDADE AO MEDO DA MORTE"

Wanderlei Ferreira de Jesus Júnior

Leila Batista Ribeiro

Este estudo foi realizado a partir da abordagem qualitativa, que teve como objetivo descrever a vivência e o significado de ter um filho hemofílico, na perspectiva das mães que acompanham seu tratamento no Instituto Onco-Hematológico de Anápolis (IOHA). A coleta dos dados utilizou-se da observação participante a partir do referencial de Ludke e André (1986), bem como a pesquisa bibliográfica segundo o referencial de Andrade (2003). Na análise dos dados foram selecionadas sete (07) categorias que surgiram das observações registradas em diário de campo e, posteriormente deram origem a três subcategorias: Vivenciando a descoberta, sentimentos e as limitações provocadas pela hemofilia; Descobrindo o medo da morte do filho, da família e de pessoas queridas; Cuidando do filho no tratamento e protegendo-o durante a vida. E estas, por conseguinte deram origem ao tema central da pesquisa: “Hemofilia: da instabilidade ao medo da morte”. A partir do tema constatou-se uma construção de valores e significados que permitiu aprofundar em uma das inúmeras situações vividas pelas mães dos hemofílicos. Esse desvelar despertou-me para um repensar na possibilidade de contribuir para a melhoria do ensino a de assistência de enfermagem, demonstra também várias situações que o ser humano se depara com sua fragilidade diante da morte, deste a descoberta da doença até defrontar-se com o medo do sofrimento e/ou perda do filho. Este estudo somou positivamente para as mães que colaboraram com as informações, pela oportunidade de expressar seus sentimentos e suas dificuldades.

Correspondência para: Wanderlei Ferreira de Jesus Júnior, e-mail: wfjjunior@hotmail.com