Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ACOLHIMENTO: TRIAGEM AFETIVA E EFETIVA

Danielle Perdigão Oliveira

Reggia Celeste da Cruz Borges

Selma Vaz Vidal

Dayanne Cristina M.F. Tomaz

Maristela N.C. Cordeiro

Ana Paula V. dos Santos Esteves

Pedro Paulo de Souza Silva

Priscila Abu Kamel Silveira

INTRODUÇÃO: Em alguns hospitais a triagem é feita por recepcionista ou auxiliar de enfermagem, baseado na queixa principal do cliente. Este sistema não atende aos principais objetivos do atendimento das necessidades da clientela. Deve ser realizada pela equipe multidisciplinar e não sendo possível, pelo médico e/ou enfermeiro para orientar, encaminhar de acordo com a avaliação da situação de saúde do cliente. Esse contexto exigiu dos docentes e discentes do curso de graduação em enfermagem maior reflexão sobre essa problemática, a fim de contribuir na melhoria do atendimento aos clientes em situações emergenciais ou críticas considerando o Acolhimento recomendado pelo Ministério da Saúde (MS). OBJETIVOS: Verificar os recursos humanos e materiais, existentes e necessários para a implantação do Acolhimento na Urgência/Emergência; Socializar conhecimentos sobre estrutura e funcionamento do Acolhimento nessa unidade com a equipe da emergência. Identificar as necessidades dos profissionais em enfermagem no atendimento na emergência. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência com abordagem qualitativa. Os sujeitos desse estudo foram os docentes e discentes que atuam na emergência durante as aulas práticas. Foram realizados encontros semanais no período de Abril a Junho para troca de experiências, avaliação dos recursos e socialização dos conhecimentos. RESULTADOS: apontam para a estrutura física e os recursos humanos necessários para implantar o serviço de Acolhimento na urgência/emergência não são adequados e o contingente de funcionários é insuficiente. Tendo em vista que a porta de entrada pela saúde tem sido a emergência essa situação indica a necessidade da revisão das políticas de saúde consonantes com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). CONCLUSÃO: A proposta da implantação do Serviço de Acolhimento pelo MS é uma estratégia que não imprime resolutividade a um problema tão complexo da saúde da população. Existe toda uma engrenagem a ser movida, como: baixo acolhimento do serviço, gerando filas sem qualificação da gravidade e necessidade de atendimento prioritário; grande afluxo de clientes com problemas de baixa complexidade aos serviços de emergência; a formação dos profissionais de saúde; a falha no sistema de referência e contra-referência, o controle social entre outros.

Correspondência para: Danielle Perdigão Oliveira, e-mail: danielleperdigao@hotmail.com