EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ESCOLA: PREVENINDO A OBESIDADE INFANTIL
Rosangela Marion da Silva
Tanise Martins dos Santos
Lenir Gebert
Cristiane Cardoso de Paula
A alimentação, condição essencial à saúde, crescimento e desenvolvimento infantil, é considerada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente como um direito, sendo influenciada pela condição sócio-econômica-cultural do contexto vivido pela criança. Percebe-se a importância de ações de atenção a saúde das crianças que contemplem a educação com vistas à promoção da saúde e prevenção de agravos. O relato refere-se a vivência de educação preventiva de acadêmicas do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM/RS), durante estágio extracurricular, que teve como cenário uma Escola Estadual. Participaram das atividades 73 crianças da 3° serie do Ensino Fundamental. Objetivou-se desenvolver um diálogo acerca da alimentação saudável durante a fase de crescimento e desenvolvimento infantil, a fim de promover a educação em saúde nas escolas. Justifica-se essa proposta por entender que uma Enfermagem, preocupada com uma vida com melhor qualidade durante a infância, precisa atuar na saúde escolar, oferecendo ações de cuidado e educação em saúde que estejam ao encontro das necessidades de cada criança. Foi fundamental desenvolver o diálogo por meio de uma linguagem adequada para as crianças, do respeito, da paciência, da confiança e do carinho, pois acreditamos que o cuidar perpassa pelo ajudar a criança a se desenvolver, fazer escolhas e se realizar. No âmbito escolar, sabe-se que as crianças tendem a consumir alimentos pouco nutritivos, resultado da vulnerabilidade à mídia que incentiva os alimentos industrializados. Têm-se como riscos da alimentação inadequada: apnéia do sono, hipertensão arterial, resistência à insulina, alteração da gordura, sofrimento emocional, doenças cardiovasculares, entre outros. Assim, com a experiência de desenvolver um diálogo para educação em saúde em sala de aula acerca da alimentação saudável, como a ingesta de frutas e verduras em detrimento dos doces, as acadêmicas desenvolveram subsídios educativos para conferir-lhes autonomia e capacidade de realizar um autocuidado. Observou-se, no decorrer do estágio, que as crianças motivaram-se e passaram a dar mais importância para a alimentação saudável, trazendo para o lanche uma fruta, um suco natural ao invés do refrigerante ou bolachas recheadas. Entende-se que uma educação em saúde realizada por meio da aliança do saber científico e popular e do diálogo pode contribuir para uma alimentação mais saudável, buscando assim a prevenção da obesidade infantil.
Correspondência para: Rosangela Marion da Silva, e-mail: cucasma@terra.com.br
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