MORTE ENCEFÁLICA E TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS
Larissa Mariellen de Paulo Poubel
Grecyara Alves Viana
Kaila Resende Xavier Ribeiro
Encefalo é uma subdivisão do sistema nervoso central que compreende cérebro, cerebelo e tronco encefálico. Quando suas funções forem totalmente encerradas e irreversíveis, todos os demais órgãos, em poucas horas, param de funcionar, caracterizando a morte propriamente dita, pois é o sistema nervoso que integra os outros sistemas e os adapta ao meio promovendo a vida. Quando há diagnóstico de morte encefálica as córneas e a pele resistem por mais tempo. O coração, o rim, o fígado e o pulmão duram pouco tempo. Já a respiração e a circulação sanguínea poderão ser mantidas por meios artificiais, o que viabiliza a remoção de um órgão para transplante, pois para que um órgão seja aproveitado ele deve ainda estar sendo irrigado pela circulação sanguínea. O transplante é um tratamento que pode salvar e/ou melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas, inclusive crianças, que todos os anos, contraem doenças cujo único tratamento é um transplante. A espera por um doador, que muitas vezes não aparece, é dramática e adoece também um círculo grande de pessoas da família e de amigos. Além dos riscos inerentes a uma cirurgia de grande porte, os principais problemas são infecção e rejeição. Para controlar esses efeitos o tranplantado usa medicamentos pelo resto da vida. Transplante não é cura, mas um tratamento que pode prolongar a vida. Este trabalho tem por finalidade transpor conhecimento para a equipe de saúde sobre a importância de visar o cliente holísticamente, porque a remoção de órgãos é um processo e não uma etapa única, instantânea e definida. Tem como objetivo compreender as etapas vividas pelo paciente antes, durante e após um transplante. A metodologia foi de revisão bibliográfica. Os resultados obtidos foram gratificantes tanto para o paciente, que recebeu ajudar para melhorar a qualidade de vida, perder o medo da morte e dar mais valor a vida, quanto para os enfermeiros, que em sua maioria houve um grande despertar e amadurecimento profissional e de vida. A equipe de enfermagem atingiu um grau superior de compreensão sobre o assunto.
Correspondência para: Larissa Mariellen de Paulo Poubel, e-mail: larissapoubel@yahoo.com.br
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