PERFIL DE MORBIDADE DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE MARÍLIA NO ANO DE 2004
Juliana Rodrigues Veloso
Alexandra Naomi Dalmazzo Nowaki
As estatísticas de morbidade têm como característica fundamental o fato de serem utilizadas, preferencialmente, para avaliação do nível de saúde e aconselhamento de medidas de caráter abrangente, que visem melhorar o estado sanitário da comunidade. A avaliação das condições de vida e de saúde de determinada população é primordial para o planejamento das ações de saúde. Seu emprego abrange a medicina clínica, a prevenção de agravos à integridade física e a todos os campos nos quais a variável saúde seja seu foco de interesse. Em nosso país as estatísticas de mortalidade ainda são as principais fontes de dados para os diagnósticos de saúde. No entanto, a crescente possibilidade de adoecer sem morrer e a expansão dos cuidados de saúde, fazem com que se torne premente uma maior utilização epidemiológica dos dados de morbidade. Alguns autores ressaltam que o estudo de morbidade é muito mais complexo que o da mortalidade, pois a doença não é um evento único e sim múltiplo, que pode afetar um ser humano em um momento ou durante toda sua vida. O presente estudo foi realizado no município de Marília com o objetivo de caracterizar a morbidade hospitalar da Unidade I do Hospital das Clínicas de Marília durante o ano de 2004. Trata-se de um estudo retrospectivo, cuja população foram as pessoas internadas neste hospital no período de 1 de janeiro a 31 de dezembro do ano de 2004. Os dados foram coletados no Sistema de Informação Hospitalar da instituição contendo as variáveis: faixa etária, sexo, local de procedência e diagnóstico. Os dados foram analisados e os resultados obtidos foram apresentados através de gráficos e tabelas. observou-se que a maioria das internações (28,41%) ocorreu na faixa etária ente 50 à 59 anos sendo a maioria do sexo masculino (61,85%). Verificou-se predomínio de internações provenientes do município de Marília (65,40%), seguido do município de Garça (3,85%) e Vera Cruz (3,76%). As principais causas de internação foram lesões por envenenamento e outras causas externas (17,86%), seguidas por doenças do aparelho circulatório (15,33%) e doenças do aparelho digestivo (12,66%). Através deste trabalho foi possível analisar alguns aspectos da população atendida na Unidade I do Hospital das Clínicas de Marília, colaborando no planejamento da assistência de enfermagem à pessoa hospitalizada e embasar cursos de educação continuada para a equipe de enfermagem.
Correspondência para: Juliana Rodrigues Veloso, e-mail: julis@famema.br
|