Goiânia, 07 de novembro de 2005.

PERFIL DE MORBIDADE DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE MARÍLIA NO ANO DE 2004

Juliana Rodrigues Veloso

Alexandra Naomi Dalmazzo Nowaki

As estatísticas de morbidade têm como característica fundamental o fato de serem utilizadas, preferencialmente, para avaliação do nível de saúde e aconselhamento de medidas de caráter abrangente, que visem melhorar o estado sanitário da comunidade. A avaliação das condições de vida e de saúde de determinada população é primordial para o planejamento das ações de saúde. Seu emprego abrange a medicina clínica, a prevenção de agravos à integridade física e a todos os campos nos quais a variável saúde seja seu foco de interesse. Em nosso país as estatísticas de mortalidade ainda são as principais fontes de dados para os diagnósticos de saúde. No entanto, a crescente possibilidade de adoecer sem morrer e a expansão dos cuidados de saúde, fazem com que se torne premente uma maior utilização epidemiológica dos dados de morbidade. Alguns autores ressaltam que o estudo de morbidade é muito mais complexo que o da mortalidade, pois a doença não é um evento único e sim múltiplo, que pode afetar um ser humano em um momento ou durante toda sua vida. O presente estudo foi realizado no município de Marília com o objetivo de caracterizar a morbidade hospitalar da Unidade I do Hospital das Clínicas de Marília durante o ano de 2004. Trata-se de um estudo retrospectivo, cuja população foram as pessoas internadas neste hospital no período de 1 de janeiro a 31 de dezembro do ano de 2004. Os dados foram coletados no Sistema de Informação Hospitalar da instituição contendo as variáveis: faixa etária, sexo, local de procedência e diagnóstico. Os dados foram analisados e os resultados obtidos foram apresentados através de gráficos e tabelas. observou-se que a maioria das internações (28,41%) ocorreu na faixa etária ente 50 à 59 anos sendo a maioria do sexo masculino (61,85%). Verificou-se predomínio de internações provenientes do município de Marília (65,40%), seguido do município de Garça (3,85%) e Vera Cruz (3,76%). As principais causas de internação foram lesões por envenenamento e outras causas externas (17,86%), seguidas por doenças do aparelho circulatório (15,33%) e doenças do aparelho digestivo (12,66%). Através deste trabalho foi possível analisar alguns aspectos da população atendida na Unidade I do Hospital das Clínicas de Marília, colaborando no planejamento da assistência de enfermagem à pessoa hospitalizada e embasar cursos de educação continuada para a equipe de enfermagem.

Correspondência para: Juliana Rodrigues Veloso, e-mail: julis@famema.br