ORIENTAÇÕES PARA ADMISSÃO E ALTA: AVALIAÇÃO DO CLIENTE E ACOMPANHANTE
Raquel Bandeira de Mello
Paula Vanessa Peclat Flores
Beatriz Cabral Pereira
Bruno Leonardo Ribeiro Jóia
Jeanne Raquel Freire de Albuquerque Coelho
Luciana Santos Carvalho
Tatiane Oliveira de Souza
Em uma internação hospitalar, há direitos e deveres, muitas vezes específicos a cada instituição. Para que haja o bom funcionamento desta e um bom período de internação do cliente, estas questões devem ser esclarecidas. O objeto de estudo foi avaliar o nível de conhecimento que clientes e acompanhantes se encontravam a respeito de seus direitos e deveres durante a internação. Esta avaliação propiciou a elaboração e reformulação de ações, considerando as necessidades da clientela e seu ponto de vista acerca do que é desenvolvido em seu benefício. Os objetivos foram identificar o grau de conhecimento da clientela do Serviço de Admissão e Alta (SAA) em relação aos procedimentos da Admissão e Alta; quais informações deveriam ser transmitidas aos clientes do SAA para que tivessem uma internação menos problemática e analisar como deveríamos transmitir esses conhecimentos aos clientes e acompanhantes. Tratou-se de uma pesquisa quanti-qualitativa, realizada na sala de espera do SAA de um Hospital Universitário no município do Rio de Janeiro; os sujeitos desta pesquisa foram os clientes e acompanhantes que aguardavam o momento efetivo da internação; o instrumento utilizado foi uma entrevista com perguntas abertas, garantido o sigilo e anonimato dos nomes e a solicitação de assinatura do termo livre de consentimento. Foi utilizada a estatística descritiva para o tratamento dos dados quantitativos. Após a transcrição das entrevistas, procederam-se as leituras sucessivas das falas, para identificar as unidades temáticas, construindo desse modo as categorias temáticas de análise qualitativa. Identificou-se que muitas dúvidas existiam em momentos que antecediam à admissão, as quais eram decorrentes das orientações insuficientes ou ausência das mesmas; as informações eram tidas como necessárias na visão dos clientes, pois assim eles ficariam mais tranqüilos. 45% dos entrevistados informou não ter recebido nenhuma informação sobre a alta hospitalar; 77% informou interesse em receber informações verbais durante as consultas e também através de panfletos. Concluímos que os enfermeiros do SAA não tinham contato com os clientes e acompanhantes, e que trabalhavam de forma mecanizada, de maneira que a expectativa dos clientes e acompanhantes nem sempre era suprida. Este fato deveria ser modificado devido à importância da educação em saúde, que pode ser prestada pelos enfermeiros como uma de suas funções específicas e que a participação da Enfermagem deveria ser mais efetiva.
Correspondência para: Raquel Bandeira de Mello, e-mail: raquelbandeirademello@yahoo.com.br
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