O CUIDAR DA ENFERMAGEM NAS PERIFERIAS DO ESTADO DO PARÁ
Raimunda Alexandrina da Cruz
Este trabalho teve como objetivo focalizar o cuidar da enfermagem nas periferias do Estado do Pará, onde a realidade se diferencia em extremo dos grandes centros e levar os demais colegas a navegar nas aventuras das correntezas do Rio Amazonas ou nas estradas escorregadias e esburacadas dos planaltos desta região, é necessário ter muito amor e coragem para sair da comodidade do lar para enfrentar os desafios, para ajudar e cuidar das pessoas sofridas e sem condições alguma de usufruir dignamente como ser humano nas áreas mais básicas da vida que nos é pregado “o direito a saúde”. Este enfoque aqui relatado é dos interiores do município de Santarém-PA-Brasil onde não há médicos, enfermeiros, ou qualquer outro profissional qualificado, onde o profissional enfermeiro (quando vai) se desdobra para auxiliar e é de grande valia ali. Em todos os lugares onde a enfermagem atua a responsabilidade é imensa, o nível de consciência deve ser gigantesca, os conhecimentos se elevam, porém nos centros a tecnologia nos dá suporte, no interior além de todas estas responsabilidades tem além da criatividade, o improviso que se faz necessário, no qual os conhecimentos devem incluir uma gama de farmacologia e fitoterápicos e um balanceamento para interagir no meio, para o meio e pelo o meio de forma que a matéria possa ser preservada e a saúde contemplada. A metodologia tende a ser qualitativo-descritiva, mas não deixa de ser um relato das experiências vivenciadas durante as viagens realizadas. Foram obtidas consideráveis informações que permitem analisar o entendimento dos sujeitos e as dificuldades dos profissionais que trabalham nestas áreas. Conclui-se apresentando sugestões que visam melhorar a participação do profissional que vai encarar estas realidades acrescentando nos conteúdos curriculares um tempo maior nas disciplinas “Farmacologia e Patologia”, e, incluir uma sobre fitoterápicos, uma prévia no preparo psicológico e técnicas de improviso sem contaminação e sem esquecer algo tão importante que é a humanização e solidariedade para com compatriotas que não possuem o necessário para viver condignamente.
Correspondência para: Raimunda Alexandrina da Cruz, e-mail: raimunda_cruz@hotmail.com
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