BIOMEMBRANA DE CELULOSE: PROPOSTA DE CURATIVO EM FERIDA CRÔNICA
Herica Duarte Dias
Andreza Bernardi Marques
Daiane Cristina Pereira
Cléa Dometilde Soares Rodrigues
A cada ano, cerca de três milhões de pessoas encaram o sério problema das lesões crônicas da pele, pois são de difícil cicatrização. Provocam enormes prejuízos funcionais e sociais, ocasionando queda de produtividade e custos dos cuidados à saúde. A lesão crônica é uma das mais sérias preocupações da saúde pública, com expressiva morbidade, e na sua abordagem alguns aspectos nem sempre são valorizados. OBJETIVO: Avaliar as propriedades de uma biomembrana de celulose como promotora da cicatrização em úlceras crônicas. METODOLOGIA: trata-se de um estudo de revisão bibliográfica; para este foi realizado busca manual em um período de 1 mês no acervo das Bibliotecas da FAMERP, via acesso Internet, na base de dados LILACS (BIREME) e SCIELO. Os textos literários utilizados compreenderam periódicos, artigos, capítulos de livros, catálogos, todos de origem nacional e internacional, no período de 1996 a 2003. RESULTADOS: Através dos tempos, grande variedade de substâncias e procedimentos tem sido utilizados como agentes protetores nas lesões por perda da pele. Isto pediu o aproveitamento de materiais já existentes e o desenvolvimento de novos materiais que propiciassem condições ideais para a cicatrização. Dentre as inovações no tratamento de feridas está a biomembrana de celulose que possui estrutura similar a das membranas celulares. Por sua ação estimuladora da neoangiogênese, promove a reconstituição e regeneração tecidual, acelera a cicatrização e proporciona sensível abreviação do tempo de tratamento. Ao aderirem a biomateriais, os macrófagos são ativados e liberam fatores de crescimento e citocinas importantes na indução do processo de reparo celular. Pesquisas com implantes da biomembrana apontaram que quantidade moderada de células inflamatórias, visíveis na primeira semana de tratamento, diminuiu gradativamente, desaparecendo na quarta semana. Outra pesquisa utilizando grupo controle (curativos convencionais) e grupo utilizando a biomembrana, verificou que a área lesada do grupo que recebeu o implante dos fragmentos da biomembrana foi totalmente preenchida e curada, enquanto que a área lesado do grupo controle não foi totalmente curada. CONCLUSÃO: De acordo com os objetivos, a biomembrana apresenta propriedades significativas na promoção da cicatrização de feridas crônicas, principalmente o período de cicatrização. Contudo, é um produto de difícil acesso à população com menor poder aquisitivo, não sendo distribuído pela rede pública de saúde.
Correspondência para: Herica Duarte Dias, e-mail: hericaddias@bol.com.br
|