Goiânia, 07 de novembro de 2005.

Análise da assistência de enfermagem em maternidade pública

Neuma Zamariano Fanaia Teixeira

Wilza Rocha Pereira

A assistência obstétrica em maternidades deve estar direcionada a medidas que visem a redução da morbimortalidade materna e perinatal, envolvendo a adoção de medidas que incluam a capacidade técnica com a realização de procedimentos comprovadamente benéficos para mãe e filho, e envolva ainda um conjunto de práticas e atitudes que visem a humanização. Este trabalho teve por objetivo conhecer as percepções das mulheres em relação ao atendimento prestado na Clínica Gineco-obstétrica de um Hospital Universitário. Foi uma pesquisa qualitativa realizada com as usuárias que estiveram internadas na clínica pelo período mínimo de 48 horas. Utilizou como instrumento de coleta de dados a entrevista semi-estruturada aplicada após a alta das mesmas. Assim entrevistamos sete usuárias atendidas nos ambulatórios de puérperas e recém-nascidos e gestantes de risco. Baseando-se nos depoimentos destas mulheres quanto a assistência oferecida em consonância com o referencial utilizado, procurou-se refletir sobre o cuidado e as relações entre cliente e enfermagem na clínica citada. Verificou-se através das falas das respondentes que o atendimento se mostrou qualificado em relação aos cuidados técnicos, a empatia e a preocupação demonstrada pelas profissionais em relação as usuárias do serviço. Outra questão que ficou salientada no estudo referiu-se à qualificação e humanização relacionada com a presença de acadêmicos de enfermagem no período em que as usuárias estiveram internadas. Um dado relevante foi a inexistência de um trabalho sistematizado com as mulheres com problemas de ordem psíquica e a ausência de atividades de lazer e recreação com as mesmas que já se encontravam hospitalizadas por um longo período e que claramente necessitavam de terapia ocupacional. Procurou-se por meio dessa pesquisa refletir sobre as possíveis ações para uma prática de enfermagem mais humanizada, que cultive a sensibilidade e empatia entre cuidadoras e usuárias, uma forma segura de construir uma imagem positiva da Enfermagem perante a clientela no local estudado.

Correspondência para: Neuma Zamariano Fanaia Teixeira, e-mail:

neumazam@terra.com.br