PROMOÇÃO DA HIGIENE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL
Vivian Lemes Lobo
Francisco Carlos Pinto Rodrigues
Narciso Vieira Soares
Este estudo caracteriza-se como de natureza qualitativa e quantitativa. Trata-se de um projeto de extensão social, executado em duas escolas de um município localizado na Região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, que visa relevar a importância que a higiene corporal e ambiental assume no desenvolvimento da criança. A execução deste estudo possibilitou o acesso a informações simples, mas essenciais para a vivência digna e saudável dos indivíduos em desenvolvimento, ou seja, tratar de higiene é um desafio. Diante desses questionamentos partiu-se dos seguintes objetivos: Proporcionar aos alunos a percepção da necessidade de adquirir e manter bons hábitos de saúde e higiene; Estimular a prática correta dos hábitos adquiridos; Possibilitar que as crianças identifiquem doenças causadas pela falta desses hábitos. Utilizou-se a realização de entrevistas e oficinas, com a abordagem de temas relacionados à higiene bucal e corporal, vestuário, unhas e cabelo, importância da alimentação, saneamento básico e doenças relacionadas à falta de higiene. Respeitaram-se os preceitos éticos, respeitando as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos, também se solicitou o preenchimento do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para análise dos dados utilizou-se a ordenação dos dados, classificação dos dados em estruturas de relevância e análise final. Constatamos que 19% dos alunos não realizam a seleção do lixo em casa. Em relação as parasitoses, 63% das crianças entrevistadas já tiveram pediculose e 42% utilizam escovas de cabelo de forma coletiva. No que diz respeito aos animais domésticos, 79% dos entrevistados possuem, ressaltamos que estes são veículos importantes na transmissão de doenças de características infecciosas e parasitárias. O controle da transmissão das doenças, além da intervenção em saneamento e dos cuidados em saúde, completa-se quando existe a promoção da educação sanitária, adotando-se bons hábitos de higiene, como a utilização e melhoria da higiene pessoal, doméstica e dos alimentos. Portanto, a prevenção deve ser adotada como o expoente para evitar doenças e demais agravos à saúde através de medidas sociais e sanitárias, dirigidas ao indivíduo e a população como um todo, bem como a aquisição de informações sobre bons hábitos de higiene é tão importante quanto seu cultivo e que o conhecimento adquirido pelo aluno potencializará a mudança de hábitos na família contribuindo para a construção social da comunidade.
Correspondência para: Narciso Vieira Soares, e-mail: nvsoares@urisan.tche.br |