ATENÇÃO AO GESTAR E PARIR: CONTRIBUIÇÃO DAS PRÁTICAS EMANCIPATÓRIAS
Silvéria Maria dos Santos
Rejane Antonello Griboski
Gabrielle Oliveira Medeiros
Thaís Nunes Garcia
Este relato é fruto do caminho já percorrido pela Enfermagem, das reflexões compartilhadas no Grupo de Gestantes do HUB e do processo dialógico vivenciado nas atividades do Seminário Gestar&Parir: Recomendações da OMS e a Formação Profissional. Conta com a participação de professoras, alunas, bolsistas, funcionárias, gestantes e casais grávidos; Ancora-se no movimento mundial pela humanização do parto e nascimento, pretende dar voz e direito à mulher, que como sujeito deve ser alvo e sentido da organização e funcionamento do Serviço de Saúde. Dessa forma, pretende contribuir com mudanças na abordagem usada pelos órgãos formadores e assistenciais; sensibilizar estudantes e profissionais para a questão da eqüidade de gênero, dos direitos sexuais e direitos reprodutivos; prevenindo a violência institucional à mulher e/ou casal grávido; reduzir intervenções rotineiras e o resgatar a participação ativa nos vulneráveis momentos da reprodução da humanidade do futuro. Visa a integração do eixo da promoção dos direitos à informação, a decisão divulgada e compartilhada sobre as ações de saúde que se submeterá no SUS. A metodologia utilizada tem como base os princípios da educação popular em saúde, participativa e dialógica, que garante a troca de experiências e a pluralidade cultural dos diversos sujeitos envolvidos – profissionais, docentes, estudantes, usuárias, gestores, parteiras tradicionais e doulas. Expressaram suas reais necessidades: Pré-natal com a preparação do casal, da mulher e do acompanhante para o parto; grupo de gestantes para desenvolver atividades de educação em saúde a partir dos saberes das mulheres baseada na abordagem problematizadora; assegurar o respeito à mulher como sujeito de suas decisões e ações; acolhimento à mulher/família em seu ciclo de vida; levar aos Gestores e Conselhos de Saúde as questões sobre a saúde sexual e reprodutiva, as Recomendações da OMS e princípios da REHUNA; incentivar a criação de ouvidorias para o atendimento às mulheres no SUS. Considera-se a necessidade de garantir atenção respeitosa à mulher no processo de gestar e parir, por meio de uma relação horizontal entre os profissionais e cliente neste processo. Para tanto é fundamental resgatar algo que foi tirado da mulher, o valor e o poder sobre o seu corpo, o respeito e a valorização das mulheres durante o atendimento do serviço de saúde, iniciando pela formação profissional.
Correspondência para: Silvéria Maria dos Santos, e-mail: silveria@unb.br
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