A UTILIZAÇÃO DA ESCALA DE BRADEN NA TERAPIA INTENSIVA
Priscila Daniele Ferreira Marinho
Karina Chamma Di Piero
André Caribdis do Nascimento de Carvalho
Sara Mançano da Silva
Carla Renata Ferreira dos Santos
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um setor onde permanecem clientes críticos que necessitam cuidado especializado e atenção constante da equipe de saúde. Durante a internação prolongada, os fatores de risco tornam-se iminentes, em virtude da condição de imobilidade, gerando diminuição na perfusão tissular, forças de cisalhamento e fricção, umidade, etc. Em virtude do aparecimento de úlceras por pressão em clientes hospitalizados, iniciou-se esta pesquisa a fim de determinar o perfil do cliente de risco, fatores de risco, estágios das úlceras por pressão. Países, como o EUA, França, Espanha, Grécia e Suécia, já possuem estudos quantitativos que demonstram a incidência desta complicação. Hoje em dia, as úlceras por pressão tornaram-se um indicador na qualidade da assistência prestada pelos profissionais de saúde e pela Instituição. Considerando que no Brasil, não existe padronização para avaliação de grau de risco quanto ao desenvolvimento de úlcera por pressão, entende-se que seria relevante pesquisar um grupo de pacientes hospitalizados em uma unidade de tratamento intensivo de um hospital geral da cidade do Rio de Janeiro, quanto aos fatores de risco segundo a utilização da Escala de BRADEN. O estudo foi realizado através da metodologia descritivo-exploratória, através de instrumentos: questionário de coleta de dados e a Escala de Braden, para identificação de fator de risco, no período de Dezembro 2001 a Julho 2002, com 100 pacientes internados e acamados, 60% homens e 40% mulheres, com idade média entre 51 e 90 anos. Os pacientes estudados permaneceram internados no período de 01 a 15 dias, por causas diversas, principalmente por complicações relacionadas a hipertensão arterial e diabetes mellitus. Segundo a avaliação de risco, 55% da população obteve risco elevado para desenvolver úlcera por pressão durante a internação. Nesta população estudada 44% dos clientes evoluíram com úlcera por pressão em região sacrococcígea, 14% no calcâneo direito e 15% no calcâneo esquerdo, no exame físico de alta da unidade de terapia intensiva. Através deste estudo conclui-se que a profilaxia quanto ao aparecimento de úlceras por pressão deve guiar o cuidado de enfermagem.
Correspondência para: Priscila Daniele Ferreira Marinho, e-mail:
sabrinapriscila@bol.com.br
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