Goiânia, 07 de novembro de 2005.

PERCEPÇÕES SOBRE PROCESSO DE TRABALHO DAS EQUIPES DO PACS/PSF/17ª CRS

Gislaine Maschio

Janete Klein

Samira Abdallah Fogaça

Vera Guidolin

Rozeli Rita Rodrigues

Este trabalho tem como objetivo mostrar as percepções das equipes de PACS/PSF e ESB dos 20 municípios da 17ª Coordenadoria Regional de Saúde – CRS Ijuí-RS, com relação ao seu processo de trabalho, forma de atuação das equipes e entendimento sobre Educação Permanente em Saúde, visando garantir a integralidade da atenção aos usuários do SUS. Realizado pela Coordenadoria Regional do PACS/PSF da 17ª CRS, em julho de 2005, através de 5 encontros microrregionais totalizando a participação de 38 equipes do PSF, 23 ESB, 4 EPACS, entre outros profissionais, totalizando 427 profissionais. Foram realizadas oficinas com perguntas abertas de caráter qualitativo, descritivo e exploratório, contendo as seguintes questões norteadoras: Quais os nós críticos que dificultam a atuação da equipe do PSF com o objetivo de garantir a integralidade da atenção aos usuários do SUS? O que você entende (conceito) por Educação Permanente em Saúde? Como se dá o processo de trabalho das equipes de PSF? Os manuscritos foram analisados utilizando a metodologia preconizada por Minayo (2003): ordenação, classificação dos dados e análise final. Evidenciou-se que a grande dificuldade encontrada pelos profissionais é o número reduzido de trabalhadores em saúde, falta de capacitação/informação, comprometimento e planejamento por parte da equipe e gestores. Foram sugeridas: contratação de maior número de profissionais, maior conscientização e capacitação da equipe e reorganização do atendimento. A Educação Permanente em Saúde foi entendida como um processo contínuo de capacitação, busca de melhorias através de trocas de experiências entre as equipes, repensando o conceito de saúde em benefício dos usuários. Acreditamos na relevância deste estudo para a transformação de processos de trabalho nos serviços e na formação para a saúde, produzir novos conhecimentos e possibilitar a transformação no mundo do trabalho, rever práticas de saúde e a possibilidade de implementar novas tecnologias com intuito de garantir a integralidade da atenção aos usuários do SUS.

Correspondência para: Gislaine Maschio, e-mail: gisa.maschio@bol.com.br