Goiânia, 07 de novembro de 2005.

PERSPECTIVAS DE ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

Elvis da Silva Silveira

Aline Landim Farani Faria

Liane Carneiro Mareti Valente

Luiz dos Santos

O Atendimento Pré-Hospitalar (APH) está hoje entre o que há de mais novo no campo da assistência à saúde. Guarda características próprias, totalmente diferentes do ambiente hospitalar que estamos acostumados a enfrentar. Sua expansão vem de encontro às necessidades da população, cada vez mais sujeita a acidentes traumáticos e a quadros de emergências clínicas. Este trabalho discorre sobre o APH abordado sob a ótica do exercício da enfermagem, permitindo visualizar como se encontra a nossa profissão nesse contexto, o que se mostrou relevante tanto para nós quanto para sociedade. Teve como objetivo analisar a presença do profissional de enfermagem no APH atualmente, identificando pontos positivos e problemas, permitindo traçar as perspectivas de enfermagem na área pré-hospitalar. A metodologia empregada foi uma abordagem qualitativa utilizando-se de entrevista semi-estruturada junto a profissionais de nível superior que atuam na área de APH. A pesquisa contemplou os serviços prestados nessa área, no estado do Rio de Janeiro, utilizando como fonte, na esfera pública, dados do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro e na esfera privada, dados da Amil Resgate Saúde e do serviço de resgate da Concessionária Ponte S/A. Servimo-nos, ainda, de bibliografias diversas acerca do assunto, bem como legislações vigentes; principalmente da Portaria do MS n. º 2. 048. Como resultado podemos constatar a presença maciça de auxiliares e técnicos de enfermagem no sistema, principalmente no atendimento direto, ao contrário do que ocorre com o enfermeiro que, nas poucas vezes que esteve envolvido no APH, esteve atuando apenas na administração, ou seja, não figurava como membro das equipes das ambulâncias ou mesmo como supervisor direto da atividade dos auxiliares e técnicos. Foi observada ainda, a falta de cursos regulares que formassem profissionais de nível médio e superior para atuarem com qualidade no APH. Diante desses fatos e analisando a intenção do Ministério da Saúde, através da Portaria 2. 048, de regular os sistemas de urgência e emergência e implantar em todo o país o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), concluímos que existe um grande espaço a ser preenchido, principalmente pelo enfermeiro, seja na coordenação, ensino ou no atendimento direto. Para isso, profissionais e instituições de ensino precisam acompanhar o mercado, fornecendo-lhe o que ele precisa: profissionais qualificados, competentes e conhecedores de todas as suas peculiaridades.

Correspondência para: Elvis da Silva Silveira, e-mail: elvissilveira@ig.com.br