O AUTOCUIDADO EM AMBIENTE PENITENCIÁRIO
Eleana da Silva Marano
Ana Carla Dantas Cavalcanti
A oportunidade e o incentivo em realizar este estudo veio de uma motivação em mostrar a realidade do cuidado de enfermagem no ambiente penitenciário. O autor utilizou como objeto deste estudo o entendimento sobre o autocuidado e a assistência profissional tradicional desenvolvida em um hospital penitenciário. Esta pesquisa teve como objetivo, realizar um levantamento bibliográfico sobre o cuidar de enfermagem em um hospital penitenciário e a Teoria do Autocuidado de Dorothea E. Orem. A metodologia que utilizei neste estudo foi a revisão bibliográfica, por meio de pesquisa eletrônica nas bases de dados da Bireme, Lilacs, Scielo e Cepen; a busca manual foi realizada no acervo das bibliotecas: Escola de Enfermagem Anna Nery, Universidade Estácio de Sá, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em que consultei livros, teses e periódicos científicos. E para embasar esta pesquisa utilizei como referencial teórico sobre o assunto os seguintes autores: Erving Goffman, Michel Foucault, Augusto Thompson, Maria Tereza Leopardi e Dorothea Orem. Para Orem, a reflexão acerca do processo de cuidar de pessoas institucionalizadas, requer um processo que envolve questões como: atitudes, expressões, padrões e estilos de cuidados. A Teoria do Autocuidado traduz para nós, como o cuidar de si próprio é um privilégio - dever, assegurando a autonomia e a liberdade para decidirmos o momento crucial para o engajamento no autocuidado e que a enfermagem pode e deve despertar a importância de mantê-lo. No entanto, o mais importante de tudo é que essa construção é feita pela pessoa durante toda a existência em seu próprio benefício. Concluiu-se que existe grande déficit de informações sobre o cuidado de enfermagem ao cliente penitenciário e como o olhar diferenciado sobre o autocuidado fundamentado na Teoria de Enfermagem de Dorothea Orem é tão importante e viável no ambiente penitenciário, ajudando a clientela a lidar com os problemas decorrentes das doenças surgidas com maior autonomia e motivação. A prestação de uma assistência qualificada e humanizada é um princípio de ação para o cuidado humano, visando resgatar a condição de vida destas pessoas tanto do ponto de vista biológico quanto social e psicológico, isento de discriminações e preconceitos.
Correspondência para: Eleana da Silva Marano, e-mail: eleana@globo.com
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