AVALIAÇÃO ORIENTAÇÕES DE ENFERMAGEM SOBRE SINAIS DE TRABALHO DE PARTO
Rozicleide Nogueira Militão
Sandra Lucia Arantesi
INTRODUÇÃO: Segundo Davim et al. (2003) muitas gestantes chegam à maternidade sem terem recebido nenhum tipo de informação no pré-natal a respeito do processo de trabalho de parto. Nesses termos, apresentam total desorientação frente aos primeiros sinais e sintomas do trabalho de parto, medo da hora do nascimento do filho, não sabem que atitude tomar diante do que estão sentindo, demonstram resistência às ações preconizadas pela literatura obstétrica. OBJETIVO: identificar as orientações dadas às gestantes quanto ao trabalho de parto e, identificar como as orientações fornecidas as mulheres influenciaram nos resultados perinatais. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, retrospectivo utilizando-se como recurso metodológico, a pesquisa de dados documentais, dos prontuários de registro em saúde de mulheres atendidas no ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia – Consulta de Enfermagem no Pré-Natal de Baixo Risco do NHU/UFMS. Foram analisados 196 prontuários que constavam na agenda da consulta de enfermagem mas selecionados para o estudo, com leitura profunda, 50 prontuários. Os RESULTADOS foram: Dos 50 prontuários analisados, apenas 31 (62%) constam registro de orientações a respeito dos sinais de trabalho de parto e, em apenas 2 prontuários foram registradas as orientações recebidas. 80% das orientações foram fornecidas no terceiro trimestre de gestação. CONCLUSÃO: O presente trabalho propõe como contribuição para melhoria da assistência o registro completo da consulta de enfermagem, pois a baixa adesão dos profissionais de enfermagem ao registro dessas anotações, dificulta a avaliação da qualidade da assistência oferecida no pré-natal na consulta de enfermagem. Como diz BARBIERRI et al, (2000), A ausência da assistência pré-natal e/ ou deficiência, comprovadamente, associam-se a maiores taxas de morbimortalidade neonatal, prematuridade, baixo peso ao nascer, retardo de crescimento intra-uterino e mortalidade materna. Embora as escassas anotações de enfermagem nos dificultem a avaliação da qualidade assistência, ainda assim estas anotações e o resultado da pesquisa permitem inferir que houve influência positiva nos resultados perinatais.
Correspondência para: Rozicleide Nogueira Militão, e-mail: roziibr@hotmail.com |