Goiânia, 07 de novembro de 2005.

BUSCANDO UM ADOLESCER SAUDÁVEL COM AÇÕES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE

Mayra Helena Kock

Beatriz Schumacher

Elidiane de Souza Ribeiro

Este é o relato de uma prática assistencial com adolescentes. Entendemos que a adolescência é uma fase da vida que pode trazer inúmeras conseqüências para o ser humano, podendo ser de origem física ou psíquica. Estas consequências podem estar relacionadas com o despreparo, a indecisão e até mesmo a vergonha que sentem em relação a algumas situações da vida. Considerando que o comportamento dos adolescentes tem influência direta nos riscos à sua saúde e tentando compreender o universo dos adolescentes: seus medos, angústias, dúvidas, desejos. . . e todo o contexto que o envolve, tivemos como objetivo: prestar assistência de enfermagem em uma USF, a fim de promover ações de educação em saúde, com os(as) adolescentes. Na escola próxima à USF, fez-se uma enquete com 434 adolescentes de 5ª e 8ª séries e turmas de aceleração de ensino, para construir as temáticas dos encontros, partindo de suas dúvidas e necessidades. Assim, as temáticas sugeridas pelos adolescentes foram: sexualidade, métodos contraceptivos, DST, mudanças corporais e higiene corporal. Foram realizados 15 encontros, onde compartilhamos conhecimentos com educandos e educadores. Percebemos que os adolescentes têm necessidade de falar e quando percebem que alguém os escuta, sentem-se valorizados, e conseguem perceber a sua fase como um processo natural do desenvolvimento humano, o que pode facilitar que exerçam sua sexualidade mais saudável e responsável. Ouvir os (as) adolescentes tornou cada encontro diferente, pois as atividades eram construídas e direcionadas de acordo com a necessidade de cada grupo. Pensamos que essa prática pode contribuir para um viver mais saudável individual e coletivo, o que significa para a comunidade formar jovens com uma maior percepção sobre suas escolhas e sensibilidade de que seus atos refletem na saúde e bem estar da sociedade como um todo. Imaginamos que a semente foi plantada, porém trabalhar com saúde requer uma prática contínua. Entendemos que a prática de educação em saúde é construída no dia-a-dia, gradativamente, com esperança, atitude e persistência.

Correspondência para: Mayra Helena Kock, e-mail: mayra.h@terra.com.br