Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ESTRUTURA E FUNCIONALIDADE DE UMA UNIDADE DE EMERGÊNCIA: NA ENFERMAGEM

Cíntia Brandão Luiz

Aline Cruvinel Villa

Ana Eliza Okamura Lima

Nelson Iguimar Valerio

Enfermagem em Unidade de Emergência é um tema pouco demonstrado em estudos, principalmente no Brasil. Dessa forma observa-se a importância de ampliar significativamente a quantidade e qualidade de informações na área, já que Emergência refere-se aos cuidados com pacientes em situações graves que necessitam de assistência imediata por apresentarem risco de morte. A pesquisa tem por finalidade conhecer, aprofundar-se sobre a atuação de Enfermagem neste setor, e como meta futura contribuir para a melhora da logística hospitalar e redução de gastos desnecessários por meio do melhor aproveitamento de materiais, espaço físico, aprimoramento das competências e habilidades da prática profissional. O trabalho tem como objetivos, conhecer, descrever e discutir à luz da teoria, a estrutura e a funcionalidade de uma Unidade de Emergência de um hospital de grande porte do interior do Estado de São Paulo, focalizando os papéis e atuação da equipe de Enfermagem deste Setor. Os dados foram coletados pelos próprios pesquisadores nos locais de atuação dos profissionais e da Instituição referida, utilizando Termo de Consentimento e Roteiro de Entrevista Semi-estruturado. As informações também foram coletadas por meio de observações diretas do local citado, sendo descritas em protocolo próprio. Os dados foram tabulados e analisados qualitativamente utilizando categorias de respostas. Os principais resultados indicam que uma parcela significativa dos participantes possui cursos na área de Traumatologia; consideram o número de funcionários insuficiente para atender a demanda; entendem que a Instituição não comporta a quantidade de pacientes, acham que a unidade é organizada, mas as salas não possuem estrutura adequada, consideram o número de equipamentos de primeiro atendimento suficiente. Estão satisfeitos com o trabalho que desempenham, afirmam não ter sentimento de frustração como profissional da área, apontam que a morte faz parte do trabalho e que não se abalam; referem sentir necessidade de acompanhamento psicológico e/ou religioso; afirmam que os diferentes profissionais se inter-relacionam; Os dados indicam que uma parcela significativa dos avaliados entende que o ambiente físico e a organização do trabalho neste Setor de Emergência estudado, não estão compatíveis com a demanda. Entretanto, manifestam-se satisfeitos com a profissão e com o Setor de trabalho escolhido. Mais pesquisas na área é relevante para o entendimento do funcionamento de Unidades de Emergências.

Correspondência para: Cíntia Brandão Luiz, e-mail:

brandaocintia@gmail.com