Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ENSINAR/APRENDER SAÚDE COLETIVA EM UM CENTRO DE SAÚDE DE FORTALEZA

Thereza Maria Magalhães Moreira

Argina Maria Bandeira Gondim

Ângela Maria Amaral Barbosa de Oliveira

Raimundo Nonato Furtado Leitão

Jeane Pinto Nunes

Maria de Fátima Salgueiro

Francisca Francineide Matos Costa

Maria Dalva Porto Rolim

O ensino-aprendizagem em enfermagem se refere ao processo construído com base na interação entre educador, profissional, aluno e comunidade, sendo melhor assimilado quando a formação do conhecimento se dá em conjunto, em atividades de ensino, pesquisa e extensão, executadas com planejamento e avaliação. O ensino-aprendizagem em enfermagem em saúde coletiva revela uma área científica que permite o repensar das práticas, a incorporação de inovações e a discussão das políticas de saúde. Seu aperfeiçoamento requer articulação das políticas, saberes e práticas desenvolvidas nessa área, favorecendo a construção de sujeitos comprometidos com a melhoria da saúde. O estudo relata a experiência de desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem na disciplina Enfermagem em Saúde Coletiva II da Universidade Estadual do Ceará em um centro de saúde de Fortaleza. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido entre 2004 e 2005, com base na observação-participante, na pesquisa de documentos e na avaliação da experiência por alunos, professores e profissionais de saúde do serviço. Os resultados mostram que as áreas de maior atuação nesse campo de estágio são imunização, tuberculose, hanseníase e doenças sexualmente transmissíveis, tendo os discentes desenvolvido competências e habilidades nessas áreas. Percebeu-se também que estar em campo de prática com os discentes de enfermagem em saúde coletiva é um constante desafio, aperfeiçoado e retroalimentado no cotidiano, com a contribuição dos profissionais do ensino e do serviço, e da própria comunidade. A formação de conhecimento, política e cidadã é exigência ao desenvolvimento de uma prática atuante, segura e capaz de reverter e controlar os agravos à saúde de pessoas e de populações. O questionamento, a possibilidade de uma percepção própria da realidade e o próprio exercício do pensar, questionar e articular facilitam o desenvolvimento discente até mesmo enquanto pessoa. Por outro lado, a maior integração ensino-serviço contribui para o melhor reconhecimento da prática pelo discente e seu aprimoramento pelos profissionais. O professor, por sua vez, ao passo em que se atualiza, favorece a educação permanente dos profissionais do serviço, numa busca incessante por mais e melhor conhecimento na área, o que favorece o incremento da produção científica. Conclui-se que o ensinar/aprender em saúde coletiva nesse centro de saúde tem se mostrado uma experiência positiva, que é, inclusive, partilhada com outras universidades.

Correspondência para: Thereza Maria Magalhães Moreira, e-mail: tmmmoreira@yahoo.com