Goiânia, 07 de novembro de 2005.

HUMANIZAÇÃO: PERCEPÇÃO DO ACOMPANHANTE NA INTERNAÇÃO PEDIÁTRICA

Renata Cristina Justo de Araújo

Ione Corrêa

INTRODUÇÃO: A atuação na Unidade Pediátrica levou-nos a refletir sobre a percepção do acompanhante da criança que enfrenta o dia a dia no hospital, identificando as atividades oferecidas pela instituição, visando diminuir o stress do acompanhante, na busca de uma assistência humanizada. Em 13 de julho de 1990 foi promulgada a lei nº 8069 que regulamenta o estatuto da criança e do adolescente e dispõe, no seu artigo 12, que “os estabelecimentos de saúde devam proporcionar condições para permanência em tempo integral, de um dos pais ou responsável, nos casos de internação de crianças e adolescentes. Muitos hospitais deveriam preocupar-se em estar recebendo os familiares, construindo ou adaptando áreas físicas apropriadas, treinando a equipe no intuito de planejar uma assistência humanizada ao binômio: criança-familiar”. OBJETIVO: Identificar a percepção do acompanhante sobre as atividades oferecidas pela unidade em busca da assistência humanizada. MATERIAL e MÉTODO: Trata-se de estudo qualitativo, tendo como questões norteadoras às atividades de lazer realizadas pelos acompanhantes durante a hospitalização na Unidade de Internação Pediátrica. RESULTADOS: Percebe-se que a humanização da assistência com abordagem centrada na criança e seu familiar é vista como filosofia ideal para o cuidado; no entanto, métodos para sua implementação ainda não são bem estabelecidos. Os acompanhantes valorizam as atividades de lazer, identificando, porém, dificuldade em conciliar a atuação do acompanhante no cuidado prestado à criança e os horários de lazer oferecido. Os acompanhantes não se beneficiam deste serviço, pois não querem se afastar da criança, sentindo deveres quanto os cuidados prestados, solicitando que as atividades fossem oferecidas nos quartos sem discriminação. Ao indagarmos sobre a área física ficou evidente a dificuldade de acomodação em longos dias em uma poltrona. Outro fato interessante citado pelos entrevistados foi em relação à repetição de informações tendo que expor suas necessidades a vários profissionais. CONCLUSÕES: Os resultados apontam o reconhecimento da equipe de trabalho e do acompanhante na importância das atividades desenvolvidas como forma de entretenimento ou criação de uma rede de apoio ao usuário. Porém os acompanhantes relatam, insegurança em se afastar do leito, talvez pela falha no processo de comunicação não ficando claro o seu papel durante o processo de hospitalização.

Correspondência para: Renata Cristina Justo de Araújo, e-mail: renatajusto@yahoo.com.br