MONITORIA ACADÊMICA NA UERJ: CONTRADIÇÕES ENTRE MONITOR E ORIENTADOR
Patrícia Rodrigues da Rocha
Alessandra Zanei Borsatto
Fernanda de Assis
Karen dos Santos Matsumoto
Gertrudes Teixeira Lopes
Pâmela Duarte Dias da Silva
O Programa de Monitoria Acadêmica (PMA) na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) propõe estimular no aluno o interesse pela atividade docente e oferecer oportunidade para desenvolvê-la, intensificando a relação entre o corpo docente e o discente, nas atividades de ensino. Desse modo, definimos como objeto de estudo “As expectativas e as atuações de estudantes e orientadores no Programa de Monitoria Acadêmica da UERJ”. Como objetivos: descrever as expectativas e as práticas dos monitores e orientadores do Programa de Monitoria Acadêmica; e analisar, comparativamente, o grau de importância e a freqüência atribuídos por professores e alunos às atividades próprias da monitoria. Apoiamos em conceitos de Pierre Bourdieu, Jean Claude Passeron, Agnes Heller e outros. O estudo pretende contribuir para reflexão dos diferentes sujeitos inseridos no PMA da UERJ, com vistas a fomentar mecanismos de ajustes no processo didático - pedagógico. Trata-se de uma pesquisa quantitativa de natureza descritiva, que investigou 126 acadêmicos e 101professores/orientadores integrantes do PMA. Os cenários foram os quatro centros acadêmicos da UERJ, Departamento de Estágios e Bolsas, Reitoria, e o Centro de Memória Profª Dra. Nalva Pereira Caldas, situados na cidade do Rio de Janeiro. O Projeto de pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital Universitário Pedro Ernesto. A coleta de dados ocorreu entre outubro de 2003 a dezembro de 2004, utilizando um questionário auto-aplicável, composto por questões fechadas. A análise dos resultados apoiou-se na estatística descritiva e na elaboração de um banco de dados nos Programas Software Epi-Info e Microsoft Excel. Os resultados demonstram que “ministrar aulas com a presença do professor” foi considerada importante ou muito importante por 72,2% dos monitores, mas 67,5% nunca a realizou; “orientar e acompanhar o monitor na elaboração de suas aulas” e “orientar e acompanhar o monitor na busca de materiais a serem utilizados em sala de aula” foram referidas pela maioria dos professores e alunos, respectivamente, como importante ou muito importante, porém realizam semanalmente ou esporadicamente. Estes resultados sugerem que o PMA na UERJ a despeito de todo crescimento e organização ainda precisa ser discutido, com vistas a novas orientações, para o alcance real dos objetivos previstos. O monitor é um aluno em formação, portanto, todo o esforço deve ser demandado para que o aprendizado se efetue concretamente.
Correspondência para: Patrícia Rodrigues da Rocha, e-mail: rocha0@terra.com.br
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