O ENFERMEIRO E A FORMAÇÃO/PROFAE/UFF: TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS
Sonia Mara Faria Simões
O Curso de Formação Pedagógica em Educação Profissional na Área de Saúde: Enfermagem, promovido em parceria entre o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz e as Universidades Públicas brasileiras, ofereceu aos enfermeiros formação de qualidade. Assim, ao Núcleo de Apoio Docente/UFF (NAD/UFF), dentre outros, coube a execução do curso desenvolvendo ao longo de 2000-2005 múltiplas atividades administrativas, técnicas e pedagógicas. Foram recebidas três turmas compostas de graduados, pós-graduados em enfermagem. Os Tutores, docentes ou com vínculo acadêmico às instituições parceiras deveriam ser especialistas nas áreas da Saúde e/ou Educação. Do sistema de avaliação formativa destaco a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) como possibilidade de refletir a aprendizagem alcançada, bem como sua contribuição para avanço da formação pedagógica em educação profissional de nível técnico em enfermagem. Assim, este trabalho se configura como uma pesquisa quantitativa, tendo como objetivo caracterizar as tendências temáticas dos TCCs do grupo de alunos/UFF orientados por uma Tutora, uma vez que estas apontam para as competências adquiridas ao longo do curso. A amostra se constituiu de 35 alunos concluintes, com elaboração de 18 TCCs, na modalidade individual e em grupo. A categorização dos temas foi realizada na perspectiva da pesquisa, ensino e assistência, atendendo a produção acadêmica institucionalizada. Dos 18 trabalhos, 11% foram pesquisas relacionadas às dificuldades encontradas pelos Auxiliares de Enfermagem para cursarem a complementação/Técnico/PROFAE e as percepções dos Trabalhadores de Saúde/PROFAE sobre a relação teoria-prática. O restante da amostra, 89% dos TCCs estão relacionados ao ensino. Destes, 50% apontam para a educação continuada dos profissionais de nível técnico nas áreas de hemoterapia, tratamento de feridas, assistência obstétrica, saúde mental, hanseníase, doenças sexualmente transmissíveis, e notificação de doenças e agravos; destacando a ação do Enfermeiro na educação em saúde, 12,5%, trabalham o tabagismo e aleitamento materno exclusivo. Os demais trabalhos, 37,5%, trazem reflexões teóricas sobre a formação pedagógica do profissional de nível médio, competências para o cuidar humano, a avaliação da metodologia problematizadora e esboço de proposta pedagógica. Mas, saber-saber, saber-fazer e saber-ser não se fecha em tempo determinado e nem em critérios pré-estabelecidos, e sim, no decorrer da vida.
Correspondência para: Sonia Mara Faria Simões, e-mail: soniamarafsimoes@aol.com
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