Goiânia, 07 de novembro de 2005.

RELACIONAMENTO INTERPESSOAL GESTANTE/ENFERMEIRA

Sofia Meira Goes

Jules Ramon Brito Teixeira

Ana Josefa Rodrigues da Silva

INTRODUÇÃO: O relacionamento é um contato que deve ser mutuamente assumido pela enfermeira e o cliente, com o propósito de ajudar o cliente a aliviar seus sintomas, melhorar seus relacionamentos interpessoais com outros e tornar a vida mais satisfatória e rica, através de suas potencialidades. Apesar de cliente-gestante e a enfermeira desempenharem papéis diferentes, uma procura ajuda e a outra oferece, tornando os objetivos são comuns, uma vez que buscam compreender e solucionar problemas através da comunicação, do diálogo, da cooperação, do respeito e da amizade. OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo relatar as expectativas da cliente-gestante acerca do relacionamento interpessoal com a Enfermeira. METODOLOGIA: trata-se de um estudo de fundo qualitativo, tendo como problemática específica a dificuldade no relacionamento interpessoal da cliente gestante e a enfermeira. Foi focalizada a maternidade de um hospital da rede pública da cidade de Jequié-BA para a viabilização deste estudo. Foi utilizado para a coleta das informações um roteiro estruturado, aplicado em 10 gestantes. Os dados foram organizados e analisados a partir do conteúdo das respostas obtidas. RESULTADOS: Verificou-se que a faixa etária variou entre 24 e 35 anos e a maioria delas são casadas. Observou-se que 4 são analfabetas e algumas cursaram apenas as séries iniciais. Quanto ao número de gestação, houve uma variação entre 3 e 4 gestações. Segundo a percepção das gestantes o relacionamento interpessoal com a enfermeira é péssimo. Percebeu-se ainda que ao serem atendidas pela enfermeira o relacionamento interpessoal deixava a desejar e que muitas vezes é necessário que a enfermeira se coloque no lugar da cliente, para que dessa forma respeite os valores, crenças e direitos de cada um. Observou-se que a cliente, na maioria das vezes não exteriorizava seus sentimentos. Das gestantes entrevistadas, 8, relataram que não receberam orientação adequada e foram maltratadas e, que apesar de tudo, preferiam ser atendidas e orientadas pelas enfermeiras. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É preciso estar ciente de que se a enfermeira adotar um tipo de relacionamento efetivo, deverá encontrar formas de intervir junto à gestante para ajudar a resolver assuntos pertinentes ao relacionamento existente, em função do trabalho a ser desenvolvido por ela.

Correspondência para: Sofia Meira Goes, e-mail: sofia.meira@hotmail.com