PAPEL DA AGENTE COMUNITÁRIA DE NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
Carolina Keiko Nosaki
Cinira Magali Fortuna
O Programa de Saúde da Família (PSF) foi criado em 1994, pelo Ministério da Saúde com o propósito de reorganizar a prática de atenção à saúde, levando-a para mais perto da família, melhorando a qualidade de vida dos brasileiros. Fazem parte da equipe do PSF um médico generalista, uma enfermeira, dois auxiliares de enfermagem e de quatro a seis agentes comunitárias da saúde (ACS). As ACS desenvolvem um importante papel dentro do PSF, sendo um elo de ligação entre a comunidade e o serviço de saúde. Realizam visita domiciliária mensalmente para as famílias sob sua responsabilidade, desenvolvendo ações de educação enfatizando a participação na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Informa ainda a equipe sobre a situação das famílias acompanhadas, traduzindo a dinâmica social da comunidade, suas necessidades, potencialidades e limites, auxiliando os membros da equipe a potencializar suas ações junto a comunidade. Esta pesquisa teve como objetivo conhecer, através da revisão bibliográfica, o papel das ACS no Programa de Saúde da Família. Foi realizado um estudo bibliográfico, pesquisados artigos científicos no banco de dados do Lilacs, utilizando as palavras chaves: Agente Comunitário e Programa de Saúde da Família. Foram analisados 11 resumos e 5 textos encontrados na íntegra. Obtivemos como resultado que as ACS estão desempenhando ações de visita domiciliária, auxílio do usuário ao serviço de saúde, e conforme atribuições do Ministério da Saúde, as ACS estão realizando o cadastro das famílias e a atualização permanente dos dados do cadastro; o mapeamento da sua área de atuação, identificando áreas de risco e indivíduos ou famílias expostas a situações de risco; estão informando as famílias para utilização adequada dos serviços de saúde, encaminhando-as e até agendando consultas e exames. Observamos também que as ACS estão apresentando excesso de atribuições, recebendo baixos salários, estando desestimuladas e em sofrimento pelas condições de trabalho. Pelo estudo bibliográfico realizado, constatamos a necessidade de melhores condições de trabalho as ACS, salário digno, supervisão e capacitação para desempenharem melhor o seu papel.
Correspondência para: Carolina Keiko Nosaki, e-mail: carolkeikinho@yahoo.com.br
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