COMPLEXIDADE ASSISTENCIAL DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Ezia Maria Corradi
Adriana Aparecida Piler
Josiane Soares Tavares
Pamella Priscila Pinheiro Rech
Rosana Aparecida Piler
Este estudo teve como objetivo determinar o grau de complexidade assistencial dos pacientes alocados nas Unidades de Internação dos Postos 1 a 8 e Alas A e B do Hospital Universitário Cajuru de Curitiba, passo de fundamental importância no processo de tomada de decisão relacionada à organização e alocação de recursos humanos para o planejamento da assistência da enfermagem. O estudo do tipo exploratório-descritivo utilizou o instrumento de classificação de pacientes proposto por PERROCA (1996), composto de 13 indicadores críticos graduados de um a cinco pontos, de intensidade crescente de complexidade, sendo: Estado Mental e Nível de Consciência, Oxigenação, Sinais Vitais, Nutrição e Hidratação, Motilidade, Locomoção, Cuidado Corporal, Eliminações, Terapêutica, Educação à Saúde, Comportamento, Comunicação, Integridade Cutâneo-Mucosa. O instrumento de classificação de pacientes foi aplicado durante 30 dias, pelas autoras e 11 enfermeiros (as) designados (as) pela Gerência de Unidades Internas da instituição, onde totalizou 1. 351 pacientes, realizando-se 6. 158 avaliações. Apesar da predominância da complexidade mínima em nove Unidades de Internação, houve uma distribuição no grau de complexidade Intermediária, entre 17 e 29% e uma com 51%; quanto ao cuidado Semi-Intensivo, houve em todas as Unidades de Internação, especialmente no Posto 4, Alas B/ C e Posto 6; e em três delas encontramos também cuidado Intensivo. A identificação da complexidade assistencial nos possibilitou categorizar os pacientes em relação ao grau de complexidade assistencial, para a determinação posterior dos recursos humanos necessários, tornando-se assim, uma ferramenta de apoio para a gerência de enfermagem, de modo que esta possa reavaliar a distribuição de pessoal para cada uma das unidades, bem como, re-alocar os recursos materiais/ equipamentos, de modo que possa garantir a qualidade assistencial. Por outro lado, percebe-se a urgente necessidade de revisão, por parte dos diversos setores da instituição, responsáveis pelo internamento dos pacientes, no estabelecimento de critérios para o encaminhamento destes às Unidades de Internação. A presença de pacientes com diferentes graus de complexidade num mesmo espaço físico e na mesma unidade poderá gerar risco sob o ponto de vista ético e legal para os profissionais que atuam na Instituição e para a mesma, pois a qualidade assistencial prestada pelos trabalhadores não atende os critérios mínimos estabelecidos.
Correspondência para: Ezia Maria Corradi, e-mail:
eziamc@brturbo.com.br
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