Goiânia, 07 de novembro de 2005.

COMPLEXIDADE ASSISTENCIAL DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Ezia Maria Corradi

Adriana Aparecida Piler

Josiane Soares Tavares

Pamella Priscila Pinheiro Rech

Rosana Aparecida Piler

Este estudo teve como objetivo determinar o grau de complexidade assistencial dos pacientes alocados nas Unidades de Internação dos Postos 1 a 8 e Alas A e B do Hospital Universitário Cajuru de Curitiba, passo de fundamental importância no processo de tomada de decisão relacionada à organização e alocação de recursos humanos para o planejamento da assistência da enfermagem. O estudo do tipo exploratório-descritivo utilizou o instrumento de classificação de pacientes proposto por PERROCA (1996), composto de 13 indicadores críticos graduados de um a cinco pontos, de intensidade crescente de complexidade, sendo: Estado Mental e Nível de Consciência, Oxigenação, Sinais Vitais, Nutrição e Hidratação, Motilidade, Locomoção, Cuidado Corporal, Eliminações, Terapêutica, Educação à Saúde, Comportamento, Comunicação, Integridade Cutâneo-Mucosa. O instrumento de classificação de pacientes foi aplicado durante 30 dias, pelas autoras e 11 enfermeiros (as) designados (as) pela Gerência de Unidades Internas da instituição, onde totalizou 1. 351 pacientes, realizando-se 6. 158 avaliações. Apesar da predominância da complexidade mínima em nove Unidades de Internação, houve uma distribuição no grau de complexidade Intermediária, entre 17 e 29% e uma com 51%; quanto ao cuidado Semi-Intensivo, houve em todas as Unidades de Internação, especialmente no Posto 4, Alas B/ C e Posto 6; e em três delas encontramos também cuidado Intensivo. A identificação da complexidade assistencial nos possibilitou categorizar os pacientes em relação ao grau de complexidade assistencial, para a determinação posterior dos recursos humanos necessários, tornando-se assim, uma ferramenta de apoio para a gerência de enfermagem, de modo que esta possa reavaliar a distribuição de pessoal para cada uma das unidades, bem como, re-alocar os recursos materiais/ equipamentos, de modo que possa garantir a qualidade assistencial. Por outro lado, percebe-se a urgente necessidade de revisão, por parte dos diversos setores da instituição, responsáveis pelo internamento dos pacientes, no estabelecimento de critérios para o encaminhamento destes às Unidades de Internação. A presença de pacientes com diferentes graus de complexidade num mesmo espaço físico e na mesma unidade poderá gerar risco sob o ponto de vista ético e legal para os profissionais que atuam na Instituição e para a mesma, pois a qualidade assistencial prestada pelos trabalhadores não atende os critérios mínimos estabelecidos.

Correspondência para: Ezia Maria Corradi, e-mail:

eziamc@brturbo.com.br