Goiânia, 07 de novembro de 2005.

PROJETO PARA O ATENDIMENTO HOSPITALAR A MÚLTIPLAS VITIMAS

Miguel Padula Junior

Gabriela Sato

Daniela Ferreira

Sergio Dias Martuchi

INTRODUÇÃO: O Trauma, atualmente, pode ser interpretado como uma doença de etiologia variada, multissistêmica e de caráter endêmico na sociedade moderna. Por isso, frente a tantas variáveis, a gravidade das vítimas avaliadas com rapidez e precisão, juntamente com a implementação das medidas de manutenção básicas da vida, são aspectos essenciais ao atendimento às vítimas traumatizadas. A falta de planejamento das atividades de atendimento às situações de desastre causa dificuldade aos hospitais e ao sistema de saúde e dificulta a reação eficiente a essas situações, principalmente quando ocorre um número inusitado de vítimas necessitando de cuidados emergenciais. Desastre ou catástrofe é a situação nos quais os meios de socorro disponíveis não são suficientes para fazer frente à situação de emergência, havendo necessidade de ajuda externa. OBJETIVO: propor um projeto sistematizado para o atendimento a múltiplas vitimas em situações de desastre ou catástrofe em um Pronto Socorro. MÉTODO: O presente estudo é um trabalho descritivo, desenvolvido no Hospital Alvorada de Santo Amaro na unidade do Pronto Socorro nos meses de maio e junho de 2005. Foi realizada uma pesquisa sistematizada sem limite tempo nas bases de dados DEDALUS, MEDLINE, SCIELO e LILACS, site de Busca Google utilizando-se das seguintes palavras chaves intercruzadas ou não: desastre, múltiplas, vitimas, trauma, catástrofe e hospital. RESULTADOS: Diversos métodos de triagem permitem estabelecer prioridades no atendimento de emergências médico-cirúrgicas. O Método Cramp é um dos mais difundidos internacionalmente e foi popularizado na América do Sul por especialistas argentinos em medicina de desastres. As múltiplas vitimas decorrentes de uma catástrofe serão admitidas no Pronto Socorro com uma identificação já realizada pela equipe da APH, será então realizada uma triagem pelo enfermeiro, e após, as vitimas serão identificados através de pulseiras que contenha as seguintes informações: numero original de identificação da vitima, já determinado pela APH, sua prioridade para atendimento, definido pelas cores das pulseiras, vermelha, verde, amarelo. A estrutura física e materiais para o atendimento serão dimensionados segundo a prioridade no atendimento. Conclusão: Foi possível desenvolver este projeto para o atendimento a múltiplas vitimas, porem os autores acreditam que é necessária sua validação através de uma simulação realística.

Correspondência para: Gabriela Sato, e-mail: gabriela_sato@medialsaúde.com