Goiânia, 07 de novembro de 2005.

UTILIZAÇÃO DE INDICADORES DE QUALIDADE PELA SUPERVISÃO: UMA INOVAÇÃO.

Elaine Diana Kreischer

Miriam Salles Pereira

Maria do Perpétuo Socorro Brasil

Sandra Maria Horta Barbosa

Maria Helena Pinto Monteiro

Odimar Magdalena Lisboa

Luzimar Aparecida Carvalho

Juarez Nazareth

A Supervisão de Enfermagem numa instituição desempenha funções administrativas muito importantes, desenvolvendo atividades de muita responsabilidade como a tomada de decisão em várias situações. Apesar disto, o supervisor ainda carrega o estigma de checador de “escalas”, “dedo-duro” e “controlador”. Em nossa experiência como supervisores, num grupo formado por nove enfermeiros, pudemos detectar os anseios do grupo, através de reuniões mensais, e traçar metas para estabelecer uma relação de confiança e respeito por parte dos funcionários com relação à Supervisão. Desta forma, após ampla discussão, optamos por desenvolver nossas ações baseadas em indicadores de qualidade. Os objetivos do trabalho foram: Identificar se os rótulos de soro e identificação do rótulo de punção venosa,estavam sendo preenchidos corretamente pelos profissionais; evidenciar as possíveis dificuldades encontradas pelos profissionais no preenchimento destes rótulos; reavaliação constante dos indicadores utilizados. O método utilizado no estudo foi o quantitativo, com a técnica de mensuração de indicadores de qualidade, sendo os indicadores selecionados pelo grupo: preenchimento dos rótulos de punção venosa e de soro. Como estratégia de coleta de dados, utilizamos a checagem diária de planilhas de indicadores de qualidade nos setores de clínicas médica e pediatria, no período de 15 de março à 17 de abril de 2005. O estudo foi realizado numa instituição pública municipal do estado do Rio de Janeiro. Como principais resultados encontramos em relação aos rótulos de punção venosa: identificação completa: 59,56% na clínica médica, e 10,66% na pediatria; sem identificação: 19,97% na clínica médica, e 63,11% na pediatria. Em relação ao rótulo de soro: 30,20%; identificação completa: 52,53% na clínica médica e 61,22% na pediatria; sem identificação: 17,44% na clínica médica, e 9,18% na pediatria. Observamos que os funcionários necessitam de uma reciclagem em relação ao preenchimento adequado dos rótulos de soro e punção venosa. Em relação ao rótulo de soro, a padronização do impresso na instituição, dificultava o preenchimento adequado, desta forma foi sugerido e implantado um modelo de rótulo de soro sugerido pela supervisão. As planilhas continuam sendo checadas diariamente, e os dados parciais atuais demonstram que após o treinamento das equipes, houve uma melhora no preenchimento dos rótulos de punção venosa e rótulos de soro na instituição.

Correspondência para: Elaine Diana Kreischer, e-mail:

edkreischer@uol.com.br