QUEDA DE PACIENTES: INDICADOR DE QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA
Jaci Lopes Torres
Sirlei Santana de Jesus Brito
Maria da Glória Santa Luzia Dias
O avanço tecnológico e científico na área de saúde, ainda não consegue prevenir de forma efetiva as ocorrências adversas relacionadas à assistência. Nesse trabalho tratamos de queda de pacientes, como ocorrência adversa, pois ainda é um problema predominante e freqüente no dia a dia do nosso trabalho nas organizações de saúde. Sabe-se que a sua prevenção contribui para a melhoria do cuidado prestado, além de atender a responsabilidade legal do prestador da assistência em garantir a integridade. Cabe aos profissionais de enfermagem, como membros da equipe de saúde, que permanecem mais tempo ao lado dos pacientes, a responsabilidade de assegurar aos mesmos uma assistência livre de imprudência, imperícia ou negligência. Implica aspectos econômicos, legais e éticos. OBJETIVO: O objetivo do estudo foi traçar o perfil dos pacientes adultos que sofreram queda no hospital, no período de janeiro de 2000 a junho de 2005, subsidiar a elaboração de um protocolo de prevenção de queda e definir queda como indicador de qualidade do serviço de enfermagem. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo retrospectivo, realizado em um hospital geral, de grande porte, sem fins lucrativos, localizado na cidade de Salvador, que desenvolve há mais de dez anos o programa de gestão da qualidade e, em parceria com a Organização Nacional de Acreditação (ONA), vem organizando seus processos de trabalho visando alcançar a excelência na qualidade dos serviços de saúde prestados. Os dados foram coletados através da análise documental de 105 notificações de ocorrências adversas ao paciente (OAP) relativas à queda de adultos no período de janeiro de 2000 a junho de 2005. RESULTADOS: Após análise das OAPs, verificamos que a queda do leito é a mais freqüente (43,8%) na faixa etária de 61 a 80 anos (36,1%) no sexo masculino (61,9%) com percentual igual para as especialidades de oncologia e neurologia (16,1%) no turno da noite (36,1%). Em 73,3% das quedas não foi citado presença de acompanhante e 62,8% não relata a ocorrência de dano físico. CONCLUSÃO: Diante disso, fica evidente a necessidade da implantação de estratégias e medidas preventivas no sentido de evitar a queda de pacientes. É importante o envolvimento de toda a equipe de saúde e particularmente da equipe de enfermagem no sentido de aprimorar a qualidade da assistência de enfermagem.
Correspondência para: Maria da Glória Santa Luzia Dias, e-mail:
diasdasilva@ig.com.br
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